Jovens entram em confronto com policiais em Salvador

Por Agência Estado |

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Protestos aconteceram em quatro pontos da cidade, inclusive nos arredores do shopping mais movimentado da cidade

Agência Estado

Futura Press
Em Salvador, polícia precisou dispersar manifestantes no sábado (22)

Salvador voltou a registrar, entre o fim da tarde e o início da noite deste sábado, confrontos entre jovens manifestantes e policiais militares. Os confrontos, apesar de menores que os registrados na noite de quinta-feira, também deixaram destruição em dois pontos da cidade, o Centro e a região do Iguatemi, centro financeiro de Salvador. Pelo menos três pessoas ficaram feridas e outras seis foram detidas durante os protestos, entre eles um jornalista.

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O Shopping Iguatemi, o mais movimentado da cidade, chegou a fechar as portas, por volta das 19 horas, por causa de um confronto ocorrido na frente do estabelecimento. A tarde de manifestações em Salvador parecia não ter relação com o grande confronto de quinta-feira. Divididos em quatro grupos, em pontos diferentes da cidade, os jovens promoviam, desde o meio-dia, caminhadas e atos pacíficos.

Nas duas principais manifestações, um grupo partiu caminhando da região do Iguatemi, no sentido do centro histórico, por volta das 14 horas. Pouco depois, o outro fez caminho inverso: promoveu uma concentração na Praça do Campo Grande e seguiu sentido Iguatemi - um percurso de mais de dez quilômetros.

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Os grupos, com cerca de 5 mil pessoas, somadas, se encontraram no meio do caminho e uniram forças a caminho do Iguatemi. Tudo de forma pacífica, com os policiais apenas observando a mobilização, à distância. Enquanto isso, grupos menores protestavam na Estação da Lapa e no Vale dos Barris, ambos nas proximidades da Arena Fonte Nova - que a esta altura recebia a partida entre Brasil e Itália.

Na estação, fechada no período da Copa das Confederações, os jovens apenas se sentaram, cantaram e gritaram palavras de ordem. Já nos Barris, parte dos cerca de 500 manifestantes tentaram invadir o perímetro de segurança do estádio, pouco depois das 16 horas. A PM reagiu com bombas de gás lacrimogênio e, na dispersão, os manifestantes voltaram a promover quebra-quebra pela região.

Lixeiras e contêineres de lixo queimados, placas e pontos de ônibus foram destruídos antes de o confronto ser concluído. Cinco jovens foram presos no local. Três deles (entre eles um adolescente) por levar garrafas de coquetel molotov em uma mochila, um manifestante, por incitar a violência, e um acusado de tentar arrombar lojas da região durante o confronto.  

Pouco depois, às 18 horas, os manifestantes que faziam a caminhada chegaram ao Iguatemi dispostos a embarcar gratuitamente nos ônibus que passassem pelo local. Como nenhum veículo do transporte público passou pelo local nos minutos seguintes, os jovens sentaram-se no chão, passaram a gritar palavras de ordem. Tudo pacificamente, até por volta das 18h30, quando alguém disparou fogos de artifício para o chão da avenida. A polícia reagiu, com bombas e spray de pimenta, e foi iniciado o confronto, que durou cerca de 20 minutos.

O shopping fechou as portas e houve depredação de bens públicos, como pontos de ônibus. Um jovem passou mal depois de inalar o gás. Um jornalista foi detido, depois de discutir com um policial que jogou spray de pimenta no rosto de um fotógrafo. Após o fim do conflito na região do Iguatemi, parte dos jovens reiniciou a marcha, de forma pacífica, por volta das 20 horas, para a avenida Paralela, que liga o Iguatemi ao aeroporto.

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