Salvador nomeia embaixadores da cidade na Copa

Onze personalidades vão divulgar capital baiana no exterior em suas atividades profissionais

João Paulo Gondim - iG Bahia |

Nomeados embaixadores de Salvador para a Copa do Mundo, 11 personalidades vão divulgar, mundo afora, a capital baiana em suas atividades profissionais. A cerimônia de posse foi nesta quarta-feira (15). O número de embaixadores alude ao de componentes de um time de futebol.

Os representantes são das artes e do esporte. Da música são Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Daniela Mercury. A literatura apresenta João Ubaldo Ribeiro. Bel Borba foi o escolhido das artes plásticas. Há quatro esportistas: Daniel Alves (jogador do Barcelona), Edílson (pentacampeão com a seleção no mundial de 2002), Acelino Popó Freitas (boxe) e Júnior Cigano (lutador de MMA). A única entidade é o Olodum. João Ubaldo, Ivete Sangalo e Daniel Alves não participaram da posse.

Roberto Filho/AgNews
Gilberto Gil

De acordo com o gestor do escritório municipal da Copa, Leonel Leal, além de bem-sucedidos profissionalmente, os embaixadores são cidadãos exemplares. A ideia inicial era eleger apenas uma personalidade, mas para a prefeitura, os municípios têm diversas "expressões que representam a cidade de forma singular". A escolha dos nomes foi feita a partir de consultas a jornalistas e lideranças de diversos segmentos.

"Certamente esses 11 representam a pluralidade que é a nossa cidade, da diversidade cultural, da matriz africana, da nossa musicalidade e da nossa história", afirmou o gestor.

De acordo com Leal, a missão dos embaixadores é aproveitar as suas carreiras para exaltar a capital baiana. Segundo ele, esse é um trabalho voluntário, não há custos para o município.

"Essas personalidades cumprem uma agenda internacional própria deles. Não é prevista nenhuma viagem financiada pela prefeitura. Eles não estão ganhando recurso para isso [exercer o papel de embaixador]. Sempre que possível, eles devem fortalecer a imagem da cidade, fazendo associação ao fato de Salvador estar, nos próximos anos, recebendo um conjunto expressivo de eventos [além da Copa do Mundo em 2014, a Copa das Confederações em 2013 e jogos de futebol masculino e feminino nas Olimpíadas de 2016]. Então, nas crônicas que escreverem, no caso de João Ubaldo; nas intervenções que fizerem; nas entrevistas que derem buscarão associar Salvador à sua imagem", disse Leal.

Ele acrescentou que os embaixadores também vão falar de suas referências pessoais na cidade, como seus lugares favorito, sua comida preferida e os pontos que consideram mais bonito em Salvador.

Os embaixadores receberam informações, e vão ser atualizados, a respeito do andamento das obras do estádio da Fonte Nova, as reforma do porto e do aeroporto, além de intervenções na mobilidade urbana, projetos sociais, questões institucionais, entre outras.

Gilberto Gil, escolhido o "capitão" da equipe, afirmou que "todos [os embaixadores] são capitães, são líberos, jogam no ataque e na defesa quando necessário". De acordo com ele, a ajuda de divulgação da cidade vai ser "na medida do possível" no decorrer do seu cotidiano. "Representamos a Bahia, representamos o Brasil, representamos o esporte, representamos o futebol, representamos a cultura, representamos a vida."

Gil afirmou que a derrota na Copa de 50, sediada no Brasil, foi o seu primeiro grande trauma social. Ele diz esperar que esse fantasma seja exorcizado em 2014.

Crítica da falta de estrutura que a prefeitura oferece ao carnaval, Daniela Mercury afirmou que tais observações são "pontuais". Ela disse ter certeza que a cidade, daqui a dois anos, vai ter condições de sediar a Copa.

Atualmente deputado federal pelo PP, Popó disse se preocupar mais com o legado da Copa do que com os eventos em si. "Espero que continuem com os projetos sociais, que foi o que me deu oportunidade. Havia uma academia de boxe em baixo da Fonte Nova [estádio da Bahia]. Para onde ela vai? E as equipes que treinavam ginástica olímpica ali? E o projeto social da natação, onde vai parar? A ladeira da Fonte Nova sempre foi perigosa, com assaltantes. Espero que com a Copa, a situação melhore".

O ex-jogador Edilson minimizou eventuais problemas durante a competição esportiva. "Na Coréia e no Japão [sedes da Copa de 2002], havia engarrafamento, eu tinha que carregar malas no aeroporto. Isso acontece", disse.

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