Aznavour destaca ligação com a América Latina

Waldheim García Montoya São Paulo, 15 abr (EFE).- O cantor e ator francês Charles Aznavour destacou hoje sua constante relação com a América Latina, marcada pelos dias duros vividos no Paraguai, onde rodou em 1963 o filme Le Rat dAmérique e a produção ficou sem dinheiro.

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"Sempre tive uma ligação especial com a América Latina, e após viver essa lembrança no Paraguai conheci e passei a ter mais amor por esta terra", assinalou Aznavour à Agência Efe em São Paulo, onde se apresentará esta semana na turnê mundial "Farewell Tour".

O artista francês lembrou que há 45 anos ficou no Paraguai mais tempo do que esperado, pois a produtora cinematográfica com a qual trabalhava tinha ficado sem dinheiro, o que o obrigou a perambular pelas ruas de Assunção e a viajar para países vizinhos.

"Uma vez tive de dormir, com uma mochila, em um cemitério. Mas foi muito agradável conhecer Foz do Iguaçu, além de Bolívia, Chile e Argentina", disse.

Aznavour, que gravou cerca de mil canções, acrescentou que lembra "com nostalgia essa experiência na América Latina".

O artista se apresentará em São Paulo, nos dias 17 e 18 deste mês. A turnê passará ainda por Brasília (22), Rio de Janeiro (24), Curitiba (25) e Porto Alegre (29).

Sobre sua vida artística, Aznavour, filho de uma atriz e um barítono armênios, se definiu antes de tudo como escritor.

"Sou um escritor, em primeiro lugar. A música serve para dançar, cantar, mas os dois criam um equilíbrio. Sou um autor, cada palavra tem seu peso, verdade e importância. Pelo cinema, me marcou a participação em 'O Pianista'", comentou.

"Comecei como ator e ainda gosto de atuar, mas cantando posso me vestir e gesticular como quiser. Não dependo de ninguém. Em minhas composições vejo o amor de um ângulo diferente que nunca se repete, por mais que as palavras sejam sempre as mesmas em qualquer idioma", ressaltou.

Para Aznavour, sua mensagem abrange outros aspectos da vida, apesar de ser um artista sempre vinculado ao tema do amor.

"Já escrevi canções contra a segregação, que tem de ser combatida. Escrevi sobre o homossexualismo, sobre os que não escutam, sobre a ortografia", apontou.

"Venci porque diversifiquei, pois não existe um artista melhor que todos", concluiu Aznavour, que ainda se apresentará na Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, México, República Dominicana, Porto Rico e Cuba. EFE wgm/mh

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