Ayres Britto espera que crise não afete plano de urna biométrica

BRASÍLIA - O presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, disse hoje esperar que o Brasil tenha alguma blindagem, e que a crise financeira mundial seja superada pela imaginação criativa, para que projetos prioritários da Justiça eleitoral como a urna biométrica, não sejam atingidos com falta de recursos. Ele disse não ter uma projeção sobre os custos do modelo mais avançado de urna eletrônica. Para funcionar com a leitura da digital do polegar do eleitor, precisará de um recadastramento dos eleitores, com recursos da União.

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Além do custo do novo hardware para as atuais urnas eletrônicas.

Questionado se tanto esse como outros "aperfeiçoamentos" que o TSE pretende fazer para as eleições presidenciais de 2010, não poderiam sucumbir com a crise atual, Ayres Britto respondeu:
"É um risco, mas nós todos, no fundo dos nossos corações, esperamos que essa crise, não digo que seja uma chuva de verão, mas que seja superada. Pela imaginação criativa, pela inventividade, senão em termos globais, mas aqui no Brasil alguma blindagem a gente consiga, para que os nossos projetos prioritários não sejam assim tão sacrificados", disse o presidente do TSE.

Em defesa do sistema biométrico, testado nessas eleições municipais em duas localidades, Ayres Britto disse que "se a urna eletrônica já é esse prodígio todo, a urna biométrica agrega muito mais segurança ao processo eleitoral".

O presidente do TSE culpou "os inconvenientes" da reeleição, o fato de muitos candidatos da base aliada ao Palácio do Planalto terem obtido vitória nas urnas em 2008.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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