Avô de Isabella esteve no apartamento dois dias após o crime, diz TV

SÃO PAULO - O advogado Antônio Nardoni, pai de Alexandre, esteve no apartamento onde a neta Isabella foi morta dois dias após o crime, no dia 31 de março. As informações foram reveladas nesta quinta-feira pelo Jornal Hoje, que teve acesso ao livro de registros do edifício London.

Redação |

    Segundo a reportagem, Antônio Nardoni chegou ao edifício, localizado na Rua Leocádia, zona norte de São Paulo, cerca de 2h20 após o enterro de Isabella. Ele teria permanecido por 15 minutos no prédio.

    O avô da criança também telefonou do apartamento de Alexandre, de número 62, para a portaria avisando que o cunhado pegaria as chaves para entrar no apartamento ao lado, 63, que pertence a sua filha. O apartamento de Alexandre só foi lacrado quatro dias depois do assassinato.

    Agência Estado
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    Depoimento de avô e tia teve muita confusão
    Na tarde de quarta-feira, Antônio, Cristiane Nardoni (irmã de Alexandre) e mais dois moradores do edifício onde aconteceu o crime prestaram depoimento no 9°DP. Segundo o jornal, ele confirmou que esteve no prédio por volta das 12h, mas negou que tenha destruído provas do crime.

    Conforme fontes da Polícia Civil que tiveram acesso aos depoimentos, Cristiane também negou que escondeu provas que poderiam incriminar Alexandre e Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, e afirmou que não retirou nem modificou nada no apartamento do casal.

    A polícia investiga a hipótese de que uma terceira pessoa tenha alterado a cena do crime. Ainda segundo as fontes, Antônio e Cristiane teriam ficado em locais separados dentro da delegacia e não teriam tido contato durante os depoimentos prestados.

    Cristiane também teria prestado esclarecimentos sobre um telefonema recebido na noite do crime, 29 de março, quando estava em um bar. Testemunhas contaram à polícia que ela teria dito que o irmão (Alexandre) "teria feito uma besteira". Ela nega ter feito tal comentário.

    O depoimento do pai e da irmã de Alexandre Nardoni causou muita confusão. Os dois saíram de casa e chegaram à delegacia sob protestos de pessoas que pediam "justiça". Na saída, após prestarem depoimentos, houve nova confusão. Um homem - identificado pela polícia como João Mendes da Silva, de 65 anos - foi detido depois que bateu com uma bolsa no carro onde estavam Antônio e Cristiane.

    O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

    *Com informações da Agência Estado

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