Avô de Isabella diz que filho sofreu coação no 9º DP

Antônio Nardoni, avô de Isabella e pai de um dos apontados pelo assassinato da menina, Alexandre Nardoni, disse hoje à Justiça ter percebido procedimentos estranhos no 9º Distrito Policial, que concentrou as investigações sobre o crime na noite da morte de Isabella. Antônio relatou ao juiz Maurício Fossem que Anna Carolina Jatobá foi levada por investigadores, sem a presença de advogados, para fazer uma reconstituição no local do crime, enquanto Alexandre ficou em uma sala de onde vinham gritos e batidas.

Agência Estado |

"Meu filho estava sofrendo coação", afirmou.
O avô de Isabella disse que Alexandre era um pai muito atencioso e tinha um relacionamento "normal" com sua mulher, Anna Jatobá. Ele comentou que Anna poderia ter ciúmes da mãe de Isabella, Ana Oliveira, mas não da menina. Ele também disse que a Ana Oliveira dificultava as visitas da menina ao pai e chegou a proibir a ida de Isabella à casa dos avós paternos.
Antônio relatou ao juiz uma briga entre Alexandre e a família Oliveira por ocasião da entrada de Isabella em uma escola. Disse que acompanhou Alexandre até a casa dos Oliveira e lá, se travou uma briga com "ofensas de todos os lados" e ele teria segurado Alexandre para que ele não batesse em Ana Carolina e sua mãe".
Ele negou que sua família temesse deixar Isabella a sós com Jatobá com haviam apontado as testemunhas de acusação. O depoimento de Antônio durou 1h45 e foi o último dos 12 testemunhos de defesa de hoje.
No dia 30 de julho, às 13h30, o juiz Fossem ouvirá outras três testemunhas do juízo. Entre elas deve estar um vizinho de Alexandre que disse ter conversado com Pietro, de três anos, filho do casal Nardoni, na noite da morte de Isabella.

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