Avaliação positiva de Lula tem queda de 9 pontos, revela CNI/Ibope

BRASÍLIA ¿ A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu pela primeira vez desde setembro de 2007, revela pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira. Atualmente, 64% dos brasileiros avaliam o governo como ¿ótimo ou bom¿ contra 10% que consideram o governo ¿ruim ou péssimo¿. Na última pesquisa divulgada em dezembro, esses índices eram de 73% e 6%.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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Lula encontrou Cristina Kirchner nesta sexta-feira
A queda na avaliação ocorreu em todos os segmentos investigados, com movimentos mais expressivos entre os que cursaram da 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, na região Sul, na periferia, nos municípios médios e nas faixas dos que recebem até um salário mínimo por mês e dos que recebem de 5 a 10 salários mínimos mensais, diz o estudo.

A aprovação de como o presidente Lula administra o País também recuou para 78%, em dezembro era de 84%. Entre os que desaprovam o presidente Lula, os percentuais aumentaram de 14% apurado há três meses contra 19% desta rodada.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de março com 2.002 entrevistados em 144 municípios. A margem de erro é de 2% para mais e para menos.

Outros índices caem

A nota média atribuída ao presidente também recuou ¿ dentro da margem de erro ¿ em relação a última pesquisa, divulgada em dezembro: na escala de zero a dez, Lula recebeu nota 7,4 contra 7,8 de três meses atrás.

A pesquisa Ibope apurou ainda o índice de confiança da população no presidente e revela que 74% dos entrevistados confiam em Lula, contra 23% que não confiam. Na última pesquisa, 80% diziam confiar contra 18% que não confiavam.

A comparação entre a percepção dos eleitores entre o primeiro e o segundo mandato do presidente também apresentou resultados piores do que na última pesquisa. Hoje, 41% dos entrevistados afirmam que o mandato atual está sendo melhor que o anterior, contra 18% que avaliam este como pior que o primeiro. Em dezembro, 49% estavam mais contentes com o atual mandato do que com o anterior, contra 11% que pensavam o contrário.

Medo da crise

A pesquisa CNI/Ibope revelou também que 69% dos brasileiros temem ser afetados pela crise financeira internacional. Em dezembro. este índice era de 64%.

O estudo mostra ainda que 37% da população já sentem o efeito da crise, contra 29% que responderam da mesma maneira há três meses. Dentre os principais efeitos da crise, o aumento do preço dos produtos ficou em primeiro lugar do ranking com 47%. Em seguida vem dificuldade para pagar dívidas (32%), perda do emprego (27%), e aumento da taxa de juros para comprar eletrodomésticos ou automóveis (27%).

Os entrevistados também estão mais incrédulos com as medidas tomadas pelo governo em resposta às turbulências da economia mundial. Em dezembro, 62% consideraram boa ou ótima a atuação do governo neste sentido, contra apenas 47% que têm este entendimento hoje ¿ uma queda de 15 pontos percentuais. Nesta pesquisa, 39% dos eleitores responderam que o Brasil está mais preparado para enfrentar a crise. Em dezembro, a mesma pergunta foi feita e 43% pensavam desta maneira.  

O Ibope quis saber ainda sobre a expectativa das pessoas para o fim da crise e apurou que apenas 32% acreditam que o problema estará resolvido ainda este ano, contra 51% que faziam esta aposta em dezembro.

Desemprego

A pesquisa revelou que 68% dos brasileiros estão preocupados com o desemprego nos próximos seis meses. Em dezembro, 63% acreditavam que o desemprego iria aumentar no semestre seguinte.  

Nas faixas de maior escolaridade e renda, a preocupação com o fechamento dos postos de trabalho é acima da média: 76% estão apreensivos com o desemprego frente à crise financeira mundial.

Avaliação por setores

A percepção sobre a administração Federal também piorou desde a última pesquisa. Dentre os novos itens pesquisados, oito tiveram queda. No quesito combate ao desemprego, apenas 46% aprovam a atuação do governo, contra 57% registrado em dezembro. 

Caiu também o percentual de brasileiros que aprovam a política de juros do governo: 37% contra 41% na última pesquisa. Tiveram queda ainda as avaliações sobre: combate a fome e à pobreza, segurança pública, combate à inflação, impostos, saúde e meio ambiente. Apenas a avaliação sobre as políticas sobre educação se manteve estável com 54% de aprovação.  

Percepção do noticiário

Entre as notícias mais lembradas pelos entrevistados, a crise financeira internacional e os feitos no Brasil ficou em primeiro lugar, com 29% das menções. A afirmação do presidente Lula de que a crise seria quase imperceptível no País foi lembrada por 11% dos eleitores ¿ mesmo índice registrado entre os que lembraram das notícias sobre o aumento da taxa de desemprego nas regiões metropolitanas.

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