Avaliação do governo Lula volta a subir e chega a 69,8%

BRASÍLIA - A avaliação positiva do governo Lula voltou a subir, passando de 62,4% em março para 69,8% em maio. Os dados são da pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes e Institutos Sensus (CNT/Sensus) divulgada nesta segunda-feira.

Severino Motta, repórter em Brasília |


A avaliação pessoal do desempenho do presidente também cresceu, saindo de 76,3% em março para 81,5% em maio. Por outro lado, a avaliação negativa foi reduzida. A do governo caiu de 7,6% no terceiro mês do ano para 5,8%. A avaliação pessoal negativa caiu de 19,9% para 15,7%.

A pesquisa CNT/Sensus ainda mostrou um crescimento das intenções de voto para presidente na ministra Dilma Rousseff. Na modalidade espontanea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados para os eleitores, a ministra está empatada tecnicamente com o candidato tucano José Serra.

Enquanto Serra tem 5,7% das intenções, Dilma está com 5,4%. Nessa modalidade o presidente Lula, apesar de não poder concorrer a um terceiro mandato, se manteve na liderança com 26,2%. Em março Lula tinha 16,2%, Serra 8,8% e Dilma 3,6%.

Na modalidade estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores Serra está a frente de Dilma, mas perdendo possíveis eleitores desde março. Num eventual primeiro turno ele ficaria com 40,4%. Suas intenções em março somavam 45,7% do eleitorado.

Dilma vem em segundo lugar com 23,5% (eram 16,3% em março) e Heloísa Helena (PSOL), completando a lista, com 10,7%, em março ela estava com 11%.

De acordo com o presidente do instituto Sensus, Ricardo Guedes, era esperado o crescimento da ministra nas pesquisas, contudo, o salto surpreendeu o cientista político. Todos acham que a ministra vai chegar em alguma etapa na casa dos 30%, está dentro da tendencia, mas para mim foi uma subida um pouco mais forte do que pessoalmente eu analisava, disse.

Guedes também falou que esse crescimento está ligado à percepção da população sobre a economia, quando a maioria acredita que a crise está sendo tratada de forma adequada. Sobre o câncer da ministra, o presidente do Sensus disse que a mesma não interferiu nem positivamente nem negativamente na opinião dos eleitores.

Por experiências anteriores percebemos que esse tipo de situação não afeta nem para cima nem para baixo, disse.

Numa segunda lista, substituindo-se o candidato tucano José Serra pelo governador de Minas Gerais Aécio Neves, Dilma fica na frente com 27,8% das intenções de voto. Aécio, que em março estava à frente de Dilma com 22% contra 19,9% da petista aparece com 18,8% em maio. Heloísa Helena fica com 18,3%. EM março ela contava com 17,4%.

Nos dois cenários o número de pessoas que não responderam ou disseram que não votariam em nenhum dos candidatos é alto. No primeiro caso 9,4% não soube ou não respondeu, enquanto que 16,2% optaram pela resposta nenhum/branco/nulo. No segundo caso os brancos e nulos ficam na casa dos 21,1%, e quem não sabia ou não respondeu somam 14,2%.

Outras quatro listas foram feitas para as eleições de primeiro turno, dando os seguintes resultados:

Terceira lista: José Serra, 45,9%; Heloísa Helena, 13,3%; Patrus Ananias, 10,0%; sem candidato, 30,9%. Em janeiro de 2009: 46,6%, 12,5%, 7,0% e 34,1% respectivamente.

Quarta lista: José Serra, 44,2%; Ciro Gomes, 14,3%; Heloísa Helena, 13,5%, sem candidato, 28,2%. Em março: 43,1%, 14,9%, 12,8% e 29,4% respectivamente.

Quinta lista: Heloísa Helena, 22,4%; Ciro Gomes, 20,1%; Aécio Neves, 19,3%; sem candidato, 38,2%. Em março: 19,0%, 19,2%, 21,2% e 40,7% respectivamente.

Sexta lista: José Serra, 38,8%; Dilma Rousseff, 22,3%; Heloísa Helena, 10,3%; Ciro Gomes, 9,0%; sem candidato 19,8%. Em setembro de 2008: 38,1%, 8,4%, 9,9%, 17,4% e 26,3% respectivamente.

A pesquisa CNT/Sensus ouviu duas mil pessoas entre 25 e 29 de maio em 24 Estados das cinco regiões brasileiras.

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