Avaliação do governo Lula tem o maior índice desde 2003

BRASÍLIA - A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou, nesta segunda-feira, os resultados da 92ª Pesquisa CNT/Sensus que apresentou a melhor avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a sua posse, em janeiro de 2003. Para 50,4% dos entrevistados, Lula deveria concorrer ao terceiro mandato em 2010.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Hoje, 57,5% da população avalia o governo como positivo, enquanto 11,3% classifica o desempenho como negativo. Em fevereiro de 2008, a avaliação positiva do governo Lula situava-se em 52,7% e a avaliação negativa em 13,7%.

O indicativo referente ao desempenho pessoal do presidente também registrou seu maior aumento. Em abril de 2008, a avaliação positiva ficou em 69,3% e a desaprovação regitrou 26,1%. Em fevereiro de 2008, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se 66,8% e a desaprovação 28,6%.

De acordo com o presidente de CNT, Clésio Andrade, o aumento da consolidação da popularidade de Lula se deve aos seguintes fatores: crescimento econômico, com geração de emprego; aos programas sociais, e mais especificamente ao Bolsa Família; a boa movimentação e discurso político do presidente; e a inauguração das obras sintetizadas do PAC que deram uma sensação de eficiência do governo.

Em relação a tendência do eleitorado brasileiro para eleições de 2010, a pesquisa demonstra que em uma votação espontânea para o primeiro turno, o presidente Lula obteve 29,4% dos votos, seguido por José Serra, com 5,0%; Aécio Neves, com 2,9%; Geraldo Alckmin, com 2,4%; Heloisa Helena, com 2,7%; e Ciro Gomes, com 1,5%. Na pesquisa, 54,1% das pessoas não têm candidato ainda.

Nas listas estimuladas, José Serra venceria em todas as simulações em que participa . Sem Serra, Ciro Gomes levaria a melhor. Confira as relações estimuladas:

  • Primeira lista: José Serra, 36,4%; Ciro Gomes, 16,9%; Heloísa Helena, 11,7%; Dilma Rousseff, 6,2; 29,0% declaram não ter candidato. Os números de fevereiro de 2008 eram 38,2%, 18,5%, 12,8%, 4,5% e 26,1% respectivamente.
  • Segunda lista: Ciro Gomes, 23,5%; Heloísa Helena, 17,5%; Aécio Neves, 16,4%; Dilma Rousseff, 7,0%; 35,7% declararam não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 25,8%, 19,1%, 16,6%, 5,4% e 33,3% respectivamente.
  • Terceira lista: José Serra, 34,2%; Ciro Gomes, 17,8%; Heloísa Helena, 14,1%; Patrus Ananias, 3,8%; 30,2% declaram não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 37,5%, 19,6%, 13,9%, 3,4% e 25,8% respectivamente.
  • Quarta lista: Ciro Gomes, 23,2%; Geraldo Alckmin, 17,2%; Heloísa Helena, 16,3%; Dilma Rousseff, 7,6%; 35,9% declaram não ter candidato.

Para um eventual segundo turno, na primeira opção está José Serra com 53,2%, seguido por Dilma Rousseff, com 13,6%. O presidente Lula não aparece nas pesquisas de segundo turno. Para o segundo turno, também foi feita feita simulações estimuladas. Confira:

  • Na primeira opção: José Serra, 53,2%; Dilma Rousseff, 13,6%; com 33,3% declarando não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 57,9%, 9,2% e 33,0%, respectivamente.
  • Na segunda opção: Aécio Neves, 32,1%; Dilma Rousseff, 18,3%; com 49,6% sem candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 36,9%, 14,5% e 48,7%, respectivamente.
  • Na terceira opção: José Serra, 55,1%; Patrus Ananias, 8,2%; com 36,8% sem candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 59,1%, 8,0% e 33,0%, respectivamente.
  • Na quarta opção : José Serra, 43,7%; Ciro Gomes, 25,5%, com 31,0% sem candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 46,5%, 25,5% e 28,1%, respectivamente.

Terceiro mandato

Sobre uma eventual alteração na constituição para permitir uma nova candidatura de Lula, já em 2010, 50,4% afirmam ser a favor e 45,4% são contra. Diante de uma eventual oportunidade de reeleição para o terceiro mandato, 51,1% da população votaria em Lula, 35,7% em José Serra e 13,3% declarou ainda não ter candidato. Saiba mais .

Dengue

Segundo a pesquisa, o surto de dengue que atinge o País é de conhecimento de 97,7% dos entrevistados. Desses, 76% atribuem o surto à atitude da sociedade civil e 28% às causas naturais. Em relação a falta de atuação no combate a doença, o ministério da Saúde é citado como responsável por 7,6% das pessoas, os governos estaduais por 4,3%, e as prefeituras por 7,7%.

Caso Isabella Nardoni

De acordo com a CNT/Sensus, 98,2% dos entrevistados têm conhecimento da morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida no último dia 29 de março em São Paulo. Dos pesquisados, 86,2% têm acompanhado o caso de perto. Entre esses, 71,8% avaliam positivamente o acompanhamento do caso pela mídia e 24,3% negativamente.

Espanha

Sobre o episódio dos brasileiros barrados pela Espanha no início do ano, 69,2% têm conhecimento. Dentre eles, 24,5% acreditam que a Espanha está somente proibindo a entrada de brasileiros de forma irregular enquanto 69,7% acreditam que o país demonstra preconceito contra brasileiros. 

CPI dos cartões corporativos

A pesquisa mostrou que 57,9% dos entrevistados têm conhecimento da instalação da CPI dos Cartões Corporativos pelo Congresso Nacional para investigar o uso indevido do cartão com gastos excessivos por parte dos ministros, funcionários do Governo Federal e seguranças da família do presidente Lula.

Entre o percentual que têm conhecimento: 12,7% aprovam a apuração para a administração do PT; 6,1% aprovam a administração para a apuração do PSDB; 57,8% aprovam a apuração para as administrações do PT e PSDB e 12,2% são contra a apuração.

Ainda dentre os que têm conhecimento, 29,6% acreditam que a CPI vai examinar as denúncias de forma isenta e 58,1% não acreditam nessa hipótese.

Dossiê ¿ Dilma Rousseff

O levantamento feito sobre o vazamento das informações sobre os gastos pessoais do ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, supostamente de responsabilidade da Casa Civil da Presidência da República, são de conhecimento de 51,2% das pessoas entrevistadas pela CNT/Sensus.

Os membros da CPI são apontados como os principais responsáveis pela elaboração do documento com 21,1% dos votos. Em seguida vem à ministra Dilma com 17,4%; os assessores da ministra com 13,1%; da Casa Civil com 9% e da Secretaria Geral da Presidência com 8,3%.

O Instituto Sensus, contratado pela CNT, ouviu 2 mil pessoas entre 21 e 25 de abril, em 24 Estados brasileiros. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais e para menos.

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