Os autos da investigação que indicam a participação do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, no esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram enviados, por ordem do juiz Marcio Ferro Catapani, da 2.ª Vara Federal de São Paulo, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Por ser deputado, Paulinho possui foro privilegiado e somente pode ser processado pelo STF.

Em entrevista coletiva hoje, a procuradora da República Adriana Scordamaglia ressalvou que não cabe a ela investigar Paulinho, mas afirmou que as suspeitas que pesam sobre o deputado se sustentam nas interceptações de conversas telefônicas feitas pela PF. Segundo ela, "mais de uma vez" o nome de Paulinho foi citado pelos réus do processo. "O indício de que seja ele (Paulinho) são as ramificações das investigações. Na verdade, algumas vezes não foi citado o nome Paulinho, mas ele foi citado num contexto em que faz-se supor que seja ele", disse ela.

Questionada, a procuradora disse que a suspeita é que Paulinho recebeu propina. Não citou valores. Paulinho pretende dar sua versão dos fatos à Executiva Nacional do PDT e às bancadas da legenda na Câmara e no Senado amanhã.

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