RIO DE JANEIRO - Autoridades lamentaram a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito. O ministro morreu na madrugada desta terça-feira no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado por complicações no pâncreas. Veja as declarações das autoridades:

Presidente Lula: Em nota, Lula afirmou que o ministro sempre atuou com brilhantismo e elevado espírito público. Profundo conhecedor do Direito, fundamentava seus votos com muito critério, objetividade e consistência. Sua discrição e sobriedade emprestavam mais força às posições que adotava".

José Sarney (presidente do Senado), em nota: "O Brasil perde um dos seus juizes mais respeitados e uma das expressões maiores de suas letras jurídicas com a morte do Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que dignificou a magistratura e transformou-se num ícone de juiz austero, íntegro, justo, tendo exercido grande liderança nos tribunais em que trabalhou. Ressalto, também, o cidadão, o chefe de família exemplar, o homem de fé, de convicções e de personalidade bondosa e generosa. O Brasil perde um grande homem que impunha exemplar admiração em todos os juizes do País e despertava o respeito do povo brasileiro. O Senado Federal associa-se ao pesar de sua família e comunga da tristeza dos juízes e juristas pelo falecimento do Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, bem como solidariza-se com o Supremo Tribunal Federal pela perda de um dos seus mais expressivos membros".

Gilmar Mendes (presidente do STF): "O tribunal perde um grande juiz e o Brasil perde um grande juiz. Um juiz muito experiente que nos ensinava muito. Eu perco um grande amigo e eu perco um grande conselheiro".

Sérgio Cabral (governador do Rio de Janeiro): "O ministro Direito era um patrimônio do Rio de Janeiro pelo seu conhecimento jurídico, pelo seu compromisso com a Justiça e pelos serviços prestados no Executivo e no Judiciário, tanto no Estado do Rio, quanto no Brasil. É uma perda sentida por todos os brasileiros, mas principalmente pelo povo do Rio de Janeiro, que o admirava bastante".

Eduardo Paes (prefeito do Rio de Janeiro): "Era um grande brasileiro, e especialmente um grande carioca. Fico triste porque perco um amigo da família. O ministro Direito era amigo de infância do meu pai. Ele me viu nascendo. Perdemos um grande amigo, um grande brasileiro e, especialmente, um grande carioca".

Nelson Jobim (ministro da Defesa): "Para mim, era um grande amigo. Nós nos conhecíamos desde que eu era deputado e ele era desembargador. Nós convivemos intensamente durante nove anos. Éramos de um grupo que se reunia em Brasília todas as segundas-feiras para discutir e estudar filosofia, lógica e matemática. Ele era católico e tinha uma formação filosófica profunda. Vai fazer falta".

Marco Maciel (DEM-PE) (senador): "A sua morte nos deixa triste, mas por outro lado, nos recompensa saber que embora pudesse oferecer relevantes serviços ao País, deixou muitas lições, não somente no campo jurídico, como campo físico".

Tarso Genro (ministro da Justiça): "Ele era um humanista, e como humanista foi um grande juiz. A decisão que ele tomou no caso Raposa Serra do Sol é um exemplo retumbante de uma vida pública extraordinária. Aquela decisão vai marcar o futuro do País para o resto de sua história. É uma perda muito forte para o poder judiciário, para o Estado brasileiro de direito e para o humanismo moderno". "A perda é irreparável para o Supremo. Era um ministro que num curto espaço de tempo que esteve no Supremo honrou o Direito e a Justiça do nosso País".

Michel Temer (presidente da Câmara dos Deputados): "Eu o conhecia há muito tempo. Fomos colegas de várias empreitadas jurídicas. Ele falece tão prematuramente e deixa um exemplo de dignidade. A vida do Direito é aquilo que o próprio nome diz. É o justo, a linha reta".

Cezar Peluso (vice-presidente do STF): "Um homem sobretudo de uma grande decência. Uma carreira exemplar. Como pessoa, um homem extraordinário, leal, solidário e agregador. Um homem que trouxe uma contribuição não apenas importante para o mundo jurídico, mas para a convivência dentro do tribunal".

Joaquim Barbosa (ministro do STF): "Um grande amigo que conheci muito tempo antes de sua chegada ao STF, um intelectual de altíssimo gabarito. Conheci ele inicialmente no mundo acadêmico e, posteriormente, tive o privilégio de conviver por quase dois anos no STF. Grande humanista, grande profissional do Direito, excelente pai, esposo e amigo. Estivemos lado a lado conversando durante as sessões. Fará falta".

Roberto Gurgel (Procurador-Geral da República): "Um homem extremamente minucioso, sempre proferia julgamentos que abordavam absolutamente todos os múltiplos aspectos das questões". "O Ministério Público perde um grande aliado que sempre apoiava a luta do Ministério Público".

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