Ausente, Lula é a maior estrela na inauguração do teleférico do Alemão

Ex-presidente foi citado pelo menos sete vezes no evento; obra custou R$ 210 milhões

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Na inauguração do teleférico do Alemão, obra de R$ 210 milhões, e símbolo do PAC do Complexo do Alemão, o maior homenageado pelos oradores, o ex-presidente Lula, estava ausente. A todo momento Lula era lembrado e recebia um agradecimento, fosse da sucessora Dilma Rousseff, do governador do Rio, Sérgio Cabral, ou do prefeito Eduardo Paes.

Roberto Stuckert Filho/PR
Presidenta Dilma Rousseff embarca em uma das 152 gôndolas do teleférico do Alemão ao lado do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes

Cabral chegou a mandar uma mensagem ao aliado pela TV pública NBR. “As primeiras palavras que queria dizer para NBR é que liguei mais cedo ( para o ex-presidente ) para agradecer profundamente tudo que iríamos viver aqui. Obrigado presidente Lula, o senhor está no coração de todos nós”.

Cabral chegou a agradecer a Lula antes de agradecer à Dilma, a atual presidente e intitulada “mãe do PAC” por Lula. “Obrigado, presidente Lula. Obrigado, presidenta Dilma”.

A presidente Dilma também priorizou em sua fala a saudação ao antecessor. “Aqui falta uma pessoa, falta o Lula. Porque ele colocou não só recursos financeiros, mas também carinho, amor, respeito e a esperança de que esse País pode ser diferente”, afirmou a presidenta que teve no antecessor seu principal cabo eleitoral nas eleições de 2010.

Dilma ganhou de Lula o apelido de “mãe do PAC” enquanto era ministra-chefe da Casa Civil no governo do petista.

Jadson Marques/Agência O Globo
Presidenta Dilma Rousseff participou de inauguração do teleférico
O PAC do Alemão recebeu R$ 939 milhões em recursos dos governos federal e estadual, para obras de urbanização, pavimentação, habitação e para construção de escolas e de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“O teleférico do Alemão é um símbolo do PAC, no que tem de mais importante. Não voltamos só a investir em infraestrutura. O que o governo vem fazendo, desde o presidente Lula, é investir em pessoas. Não fazemos obras por causa dos materiais, mas para beneficiar a vida diária de cada um”, disse Dilma.

A presidenta citou o caso da moradora Rozinete, que desistiu de deixar a comunidade depois do início das obras do PAC e com o processo de pacificação do local. De acordo com a presidenta, Rozinete levava 20 minutos para subir até sua casa e agora, com o teleférico, levará cinco minutos.

O teleférico, inaugurado nesta quinta-feira (7), será usado por cerca de 70% da população do complexo de favelas, que tem 85 mil habitantes. Com seis estações, a capacidade de transporte das 152 gôndolas é de 30 mil passageiros por dia. Cada morador terá direito a duas passagens gratuitas diárias. A tarifa unitária custará R$ 1.

Dilma deixou o evento sem dar entrevistas nem comentar a demissão do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento.


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