Ausências esvaziam cúpula de países amazônicos em Manaus

Por Fernando Exman MANAUS (Reuters) - O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, reconheceu nesta quinta-feira que a ausência da maioria dos presidentes na cúpula de países amazônicos para a questão do clima reduz a importância da reunião.

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Ele ressaltou, entretanto, que o encontro não perde a legitimidade. Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devem participar do encontro apenas os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Guiana, Bharrat Jagdeo.

"É evidente que diminui a importância da reunião, é óbvio", disse Garcia a jornalistas antes de a cúpula começar.

"Mas não é a primeira reunião onde vários presidentes estão ausentes. Há presidentes que se caracterizam por sua ausência", acrescentou, citando o exemplo do presidente do Peru, que precisa da autorização do Congresso para realizar viagens internacionais.

O assessor do presidente Lula destacou que o encontro mantém sua legitimidade, pois os presidentes que não estarão presentes enviaram representantes.

"As pessoas que estão aqui não estão falando em nome próprio, estão falando em nome de seus governos", argumentou.

Segundo Marco Aurélio Garcia, o resultado da cúpula será uma acordo de caráter geral, uma espécie de carta de princípios. A reunião foi proposta para que os países amazônicos e a França, que participará devido à sua presença na Guiana Francesa, formulem uma posição conjunta a ser apresentada na reunião de Copenhague sobre o combate ao aquecimento global.

"O presidente Lula pediu essa reunião porque achava que seria mais importante que houvesse um acordo dos países justamente para tirar esse enfoque que existe no exterior sobre a Amazônia de jardim zoológico ou jardim botânico."

Ele disse ainda que "está praticamente encerrada a ideia de que vamos lograr um acordo definitivo em Copenhague". Por isso, acrescentou, seria importante que Copenhague produza um "mapa do caminho" para o enfrentamento dos problemas ambientais.

AUSÊNCIAS

Mais cedo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou ao governo brasileiro que não compareceria à cúpula.

Segundo o embaixador venezuelano no Brasil, Julio Garcia Montoya, a mudança de agenda deve-se ao prolongamento da permanência do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Venezuela.

"Infelizmente, teve uma mudança de agenda em função da visita do presidente Ahmadinejad. Ele estendeu sua visita à Venezuela, e então atrapalhou a viagem do presidente Chávez ao Brasil", disse Montoya a jornalistas, acrescentando que o país será representado no encontro pelos ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente.

Além do presidente da França, foram convidados os líderes de todos os países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) --Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

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