Aumenta pressão para que Sarney renuncie à Presidência do Senado

Brasília, 23 jul (EFE).- O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) formalizou hoje uma nova denúncia por suspeitas de corrupção contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e ameaçou inclusive pedir a abertura de um julgamento com fins de cassação se o segundo não renunciar ao cargo.

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A denúncia foi apresentada à Mesa Diretora do Senado com base em informações publicadas pelo jornal "O Estado de São Paulo", que vinculam Sarney a um caso de tráfico de influência.

A nova denúncia se juntou a outras três semelhantes que a oposição apresentou durante as últimas semanas, que ficaram, por enquanto, paradas, devido a um recesso parlamentar que começou há dez dias e terminará em 3 de agosto.

Segundo esta última denúncia, que é apoiada por gravações de conversas telefônicas entre Sarney e alguns parentes, ele influenciou decisivamente na nomeação do namorado de uma neta para um cargo administrativo no Congresso.

O presidente do Senado foi acusado anteriormente de faltas semelhantes, assim como de esconder alguns de seus bens da Receita e de receber ajudas do Congresso de forma irregular.

Sarney negou as acusações e, segundo seu escritório, está em uma ilha do Nordeste, onde permanecerá até o fim do mês.

A posição de Lula gerou algumas divergências no próprio PT, que chegou a apoiar o pedido de renúncia de Sarney, mas mudou depois o tom devido a um pedido expresso do presidente do país.

Mesmo assim, setores do PT insistem em que Sarney deve deixar a Presidência do Senado para ser processado. EFE ed/an

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