Por falta de médicos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de São Paulo disponibiliza oito ambulâncias de suporte avançado, as UTIs móveis. Segundo a própria direção do serviço na capital, o ideal seria ter 20 ambulâncias deste tipo na cidade.

Os dados e a avaliação foram divulgados ontem durante uma audiência pública realizada na Câmara dos Vereadores. A frota do Samu paulistano em operação 24 horas por dia e todos os dias da semana é de 120 ambulâncias.
Dessas ambulâncias, 112 são Unidades de Suporte Básico à Vida (SBV), que têm menos equipamentos e atuam apenas com auxiliares de enfermagem. As oito UTIs móveis são as Unidades de Suporte Avançado à Vida(SAV), que só podem operar com um médico e um enfermeiro. Segundo o coronel Luiz Carlos Wilke, diretor do Samu na capital, o serviço enfrenta “evasão muito grande de médicos”. Atualmente, há um concurso aberto para a contratação de 100 novos profissionais, que teve a inscrição prorrogada até o dia 8, segundo ele. A expectativa é que os exames ocorram em junho, afirmou ontem.

A Secretaria Municipal de Saúde - responsável pela gestão do Samu no município - afirma possuir ambulâncias equipadas para atuarem como SAVs, mas que pela ausência de médicos operam como viaturas de suporte básico. Além das 120 unidades, existe uma reserva técnica, que inclui as em manutenção. Segundo Wilke, a frota total é de 175 veículos. Além da contratação, a secretaria quer comprar 20 carros subutilitários. A ideia é que eles levem o médico e equipamentos para “transformar” unidades básicas em avançadas. A prefeitura ainda negocia com o Ministério da Saúde o uso de motos para 2 passageiros que possam levar os doutores. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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