Audiência do filme seguiu mapa eleitoral de Lula

SÃO PAULO ¿ A política tem uma relação maior com a bilheteria do filme Lula, o filho do Brasil, do que se pensa. Nas regiões do País que tradicionalmente apóiam o presidente, o público compareceu em massa às salas, enquanto nas outras, ocorreu o contrário, uma rejeição. As urnas acabaram pesando na hora de decidir o que assistir.

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

Divulgação

"Filme foi excelente no Nordeste, bom no Rio e ruim em São Paulo", analisa Butcher

"O filme teve desempenho semelhante ao mapa eleitoral de Lula: excelente no Nordeste, bom no Rio de Janeiro, muito bom em determinados pontos de São Paulo, ruim na capital paulista e rejeição no Sul", conta Pedro Butcher, do Filme B.

Outro fator é um possível desinteresse justamente pelo tema político, por mais que a publicidade tenha se esforçado para mostrar "Lula" como a história de um brasileiro comum que teimou e triunfou. "Janeiro favorece mais filmes infanto-juvenis, 'para toda a família', e por causa de toda a discussão em torno de 'Lula', este se enquadrou, infelizmente, como um filme adulto", afirma Bruno Wainer, da Downtown Filmes, distribuidora da cinebiografia.

O crítico Ricardo Calil pensa da mesma forma. "As pessoas estão mais interessadas em entretenimento leve e ligeiro. Talvez o filme não seja talhado para classe média e média alta."

* Com reportagem de Augusto Gomes

Assista ao trailer de "Lula, o filho do Brasil":

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