Atuação de Mickey Rourke rouba cena no encerramento do Festival de Veneza

VENEZA ¿ Com a notável atuação de Mickey Rourke, o filme The Wrestler, de Darren Aronofsky, sobre o ocaso de um combatente de luta livre, se encerrou nesta sexta-feira a competição pelo Leão de Ouro da 65ª edição da Mostra de Veneza.

Redação com AFP |

Os atores Todd Barry e Mickey Rourke no
tapete vermelho, na estréia de "The Wrestler" / AP

O protagonista de filmes polêmicos como "Nove Semanas e Meia de Amor", que pulou do estrelato para o completo ostracismo nos anos 90, volta ao cinema com um papel forte e marcante, o de um lutador que se negar a renunciar ao combate.

Rourke, que na vida real foi boxeador profissional entre 1991 e 1995, o que o obrigou a passar por várias cirurgias plásticas, desta vez vive Randy "The Ram" Robinson, um lutador de luta livre, uma modalidade muito apreciada pelo público americano.

Com a firme direção de Darren Aronofsky, considerado um dos cineastas americanos mais rebuscados e intelectuais da atualidade, "The Wrestler" conta a clássica história da queda de um herói, que se nega a aceitar que chegou a hora de se aposentar, que está velho e vencido pela vida.

Com uma trilha sonora magnífica, marcada pelo rock dos Guns n' Roses dos anos 1980, o filme foi aplaudido pela crítica, particularmente severa durante esta edição em relação aos filmes selecionados.

O filme de Aronofsky encerra a competição, que apresentou na véspera o italiano "Il Seme della Discordia", de Pappa Corsicato, uma comédia irônica, por momentos surrealista na abordagem de temas como sexo e a inseminação artificial.

O filme de Corsicato foi vaiado pelo público e dividiu a crítica, apesar das citações engraçadas de frases e cenas memoráveis de obras como "... E o vento levou" e "Encouraçado Potemkin".

No sábado, o júri presidido pelo cineasta alemão Wim Wenders anunciará o esperado vencedor. Para a crítica especializada, apenas uma obra-prima foi exibida, o desenho animado japonês "Ponyo on the cliff by the sea", de Hayao Miyazaki. Mas não se sabe se o júri vai aceitar premiar uma obra de animação para crianças, o que seria um fato sem precedentes na história do Festival de Veneza.

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