Atraso na entrega de coletes prejudica Censo em São Paulo

Também houve problemas no fornecimento de uniformes dos recenseadores no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

Os recenseadores correram atrás do tempo perdido e conseguiram superar um problema que poderia ter atrasado a contagem da população em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Já no Rio Grande do Sul, a demora na entrega dos coletes deixou o estado atrasado nesta primeira etapa, de duas semanas, do Censo 2010. Foi o único que ficou abaixo da meta do IBGE, que era recensear 9,1% da população, mas conseguiu alcançar 17%. No estado gaúcho, o instituto captou informações de 8,5% dos habitantes.

Uma empresa de Londrina não identificada pelo IBGE atrasou em uma semana o fornecimento dos uniformes dos recenseadores. A entrega já foi normalizada. Segundo o IBGE, a empresa enfrentou problemas de logística e um acidente envolvendo um caminhão. Como São Paulo não havia recebido coletes, o Rio transferiu parte do seus uniformes para possiblitar o começo da pesquisa no estado vizinho. Em São Paulo, 11% da população havia sido recenseada até sexta-feira (13). No Rio, o percentual chegou a 18,6%.

A coordenadora do Censo Maria Vilma Salles Garcia afirmou que o IBGE encomendou 250 mil coletes e houve um déficit de 40 mil unidades na primeira semana da pesquisa, iniciada no dia 1 de agosto.

Pela primeira vez, um censo brasileiro irá investigar o tempo de deslocamento entre casa e trabalho, as línguas indígenas faladas no território nacional, a existência de coleta de lixo ou saneamento, o número de união de pessoas do mesmo sexo, a quantidade e disposição geográfica dos beneficiados por programas sociais e onde se localizam os bolsões de emigração no país. Nunes explicou que as comunidades indígenas, em geral, ficam em áreas distantes, que demandam esquema especial de logística e apoio de técnicos da Funai e da Funasa, que acompanham  recenseadores.

O IBGE também está investigando domicílios chamados improvisados, de habitantes de rua que moram sob pontes e viadutos, por exemplo. O morador que dorme debaixo de marquises, porém, não será entrevistado, porque a pesquisa se limita a investigar informações de domicílios. O IBGE vai pesquisar a população de rua pela primeira em 2012, em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República.

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