Nova York, 2 jul (EFE).- Os atores e produtores de Broadway alcançaram hoje um princípio de acordo que dissipa a possibilidade de que neste semestre se repita uma greve como a protagonizada pelos operadores em novembro do ano passado.

A Associação de Atores e a Liga de Broadway, que reúne produtores e donos de salas de Nova York, foram incapazes de alcançar um acordo antes que o último expirasse, no final de junho.

Após cerca de dois meses de negociações, o sindicato de atores informou hoje em seu site que ambas as partes alcançaram um acordo, que vai até setembro de 2011 e implica em medidas compensatórias para esses trabalhadores, incluindo benefícios médicos e em matéria de previdência.

O acordo ainda precisa ser aprovado pelas correspondentes autoridades públicas e pelos membros do sindicato.

Em novembro, a Broadway viveu uma greve de operadores de 19 dias, com a qual o setor reivindicava uma melhora salarial e que não se cortasse o número mínimo de pessoas necessárias para que um espetáculo pudesse acontecer.

Os grevistas também se queixavam de que, desde julho de 2007, estavam trabalhando sem o convênio trabalhista que é aplicado ao setor.

A greve de operadores obrigou a fechar 27 palcos de espetáculos tão conhecidos como "Hairspray", "O Fantasma da Ópera", "O Rei Leão", "A Pequena Sereia" ou "Mamma Mia" e, segundo cálculos da Prefeitura de Nova York, a paralisação supôs perdas diárias de US$ 2 milhões.

A organização de produtores, no entanto, trabalhava com números bastante superiores que indicavam que a paralisação poderia ter custado à cidade US$ 8 milhões ao dia, já que também repercutiu em outros setores, como hotéis e restaurantes. EFE mgl/db

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