Atores e estúdios de Hollywood medem forças em situação de quase greve

A aliança de estúdios de Hollywood criticou o principal sindicato de atores, o SAG, por rejeitar a última oferta para alcançar um contrato e, enquanto não se alcança um acordo trabalhista, o ambiente é de uma greve de fato na indústria do entretenimento americano.

AFP |

"Qualquer adiamento adicional para se chegar a um acordo razoável prejudicará os milhares de trabalhadores de nossa indústria que já estão seriamente prejudicados pelo agravamento dessa greve de fato", indicaram os estúdios.

Depois de uma reunião crucial realizada na noite desta quinta-feira, o SAG não cedeu em suas reivindicações, o que "põe em risco a paz trabalhista" da indústria, informou um comunicado dos estúdios.

Após cerca de cinco horas de diálogo para que o SAG respondesse a uma proposta de 43 páginas emitida pela Aliança de Cinema e Televisão (AMPTP), em 30 de junho, o maior sindicato de atores declarou que seu comitê negociador apresentou uma resposta que, agora, espera a reação patronal.

A AMPTP divulgou um comunicado garantindo que o SAG "rejeitou" o que chamam de sua "oferta final" e fizeram um apelo para que o aceitem.

"A rejeição por parte dos líderes do SAG de Hollywood em aceitar essa oferta é a última em uma série de ações da liderança do SAG que, em nossa opinião, coloca a paz trabalhista em risco".

O diretor executivo nacional do SAG, Doug Allen, disse à revista especializada Variety que é injusto que a AMPTP diga que os atores rejeitaram seu plano de oferta.

"Aceitamos partes de sua oferta. E fizemos vários gestos significativos em sua direção, ou seja, dizer que não aceitamos não é justo", comentou Allen.

Mas a AMPTP divulgou um duro comunicado assegurando que o SAG rejeitou sua oferta final e demonstrou que seus diretores "têm expectativas irracionais para obter mais nessas negociações do que os diretores, roteiristas e outros atores obtiveram em suas respectivas negociações".

Os atores de cinema desejam o aumento dos salários de seus colegas de menos exposição do que aqueles que aparecem nas grandes produções e ganham menos de 100.000 dólares por ano, além de pedir uma quantidade maior dos lucros que os estúdiso ganham com as vendas de DVD e produtor relativos às novas plataformas tecnológica.

A situação gera temeores de uma greve igual a dos roteiristas que interromperam seus trabalhos durante cem dias, entre novembro e fereveiro deste ano, o que levou a indústria ao caos e a perdas de 2 bilhões de dólares.

O impasse nas negociações já afeta a produção de vários grandes projetos, entre eles "Anjos e Demônios", filme baseado em livro do mesmo autor de "O código da Vinci", da Sony Pictures.

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