Estudantes de Medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba, no interior paulista, fizeram hoje uma passeata contra a violência no trânsito e para pedir rigor na apuração de um acidente que matou, no último final de semana, o colega André Moraes Arantes, de 22 anos. Na companhia de familiares das vítimas, eles assistiram a uma missa no salão nobre da universidade e saíram em marcha pelas ruas, até a praça Fernando Prestes, no centro.

Estudantes de Medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba, no interior paulista, fizeram hoje uma passeata contra a violência no trânsito e para pedir rigor na apuração de um acidente que matou, no último final de semana, o colega André Moraes Arantes, de 22 anos. Na companhia de familiares das vítimas, eles assistiram a uma missa no salão nobre da universidade e saíram em marcha pelas ruas, até a praça Fernando Prestes, no centro. Os manifestantes, cerca de 150, segundo a Polícia Militar (PM), usavam faixas pretas nos braços em sinal de luto.

Filho de um grande pecuarista de Araçatuba, Arantes havia se mudado para Sorocaba para cursar medicina. Na madrugada de sábado, o carro que dirigia foi atingido por um automóvel BMW conduzido por Enrico Della Dea, também de 22 anos, num cruzamento do bairro Campolim, ponto de encontro de jovens da cidade. Com o impacto, o motor de seu carro foi arrancado e arremessado do outro lado da avenida. Arantes morreu ao ser socorrido. Della Dea sofreu ferimentos leves.

Testemunhas afirmam que o motorista do BMW passou o sinal vermelho em alta velocidade. Havia uma garrafa de cerveja vazia no carro, mas ele não foi submetido a exame de dosagem alcoólica. Além das testemunhas, a Polícia Civil vai ouvir uma jovem de 21 anos que estava no carro com Della Dea. Ela sofreu fraturas na perna e passou por cirurgias, mas ainda não recebeu alta. O motorista deixou a cidade e não foi localizado. O advogado contratado pela família não se pronunciou sobre o caso.

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