Ato contra violência atrai menos de 100 pessoas no Rio

Menos de 100 pessoas participaram hoje de ato contra a violência organizado por entidades como Viva Rio e Rio de Paz, na orla da Praia do Leblon, na zona sul do Rio. Estava prevista uma caminhada pela Avenida Delfim Moreira, que acabou cancelada.

Agência Estado |

"O objetivo é chamar a atenção para o contexto de ingovernabilidade da segurança no Estado. Não podemos mais vir para a rua protestar e depois sumir, precisamos de uma Avenida de Mayo no Rio", discursou o teólogo Antônio Carlos Costa, diretor-executivo da ONG Rio de Paz, referindo-se à Praça de Mayo, tradicional palco de manifestações contra a violência política em Buenos Aires.

Costa lamentou o baixo comparecimento à manifestação. "As pessoas passam por nós com olhos de condescendência, como se fôssemos ingênuos. Um milhão de ingênuos protestando fariam diferença. Causa-nos espanto a indiferença da população. Parece que esperam que alguém de sua família seja atingido para começar a agir".

Duas vítimas foram homenageadas com faixas: Ulrich Rosenzweig, judeu de 85 anos apontado com sobrevivente do Holocausto, assassinado com um tiro à queima-roupa no centro do Rio, em maio, e o jovem William de Souza Marins, de 19 anos, evangélico, morador de Bangu, na zona oeste, assassinado por policiais militares, também em maio. Os manifestantes coletaram assinaturas para um Manifesto pela Redução dos Homicídios, que deverá ser entregue ao governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).

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