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Ativistas exigem fim de perseguição ao MST no Sul

Ativistas do Fórum Social Mundial apoiaram hoje uma ação judicial promovida pelo Movimento dos Sem-terra (MST) que acusa o Ministério Público de tentar criminalizar os movimentos sociais no sul do Brasil.

EFE |

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, um dos intelectuais mais respeitados do movimento contra a globalização, chegou a interromper sua participação em uma conferência do fórum para dirigir-se ao Ministério Público e participar da audiência na qual foram denunciadas as "perseguições" ao MST.

Quando anunciou que iria ao Ministério Público, Sousa Santos recebeu uma prolongada salva de palmas e, embora tenha esclarecido que o fazia em caráter "pessoal", dezenas de ativistas o seguiram.

Na audiência, os advogados denunciaram um documento interno elaborado por promotores do Ministério Público no qual há a sugestão de que a Justiça decrete a "dissolução" do MST e declare o movimento como ilegal.

Além disso, pediram punições para os policiais que participaram de violentas retiradas de ativistas do MST que ocuparam fazendas no estado do Rio Grande do Sul entre agosto e setembro do ano passado.

Sousa Santos pediu a palavra na audiência para afirmar que a "perseguição" das organizações populares no sul do Brasil "inquieta" o movimento contra a globalização.

"Querem criminalizar os movimentos sociais e isso não acontece só no Brasil", denunciou o sociólogo, ao apontar que "coisas muito parecidas estão acontecendo em outros países da América Latina".

Segundo Sousa Santos, "se essas ações contra os movimentos populares continuarem no Rio Grande do Sul, o ar desta região do Brasil se tornará irrespirável para o Fórum Social Mundial". EFE ed/bba

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