Ata secreta mostra início de ação militar no Araguaia

O Exército começou a montar uma base contra a guerrilha no Araguaia dois anos antes dos combates com o movimento armado do PC do B. Uma ata da reunião do Conselho de Segurança Nacional (CSN), divulgada pelo Arquivo Nacional, revela que em janeiro de 1970 o governo do general Emílio Garrastazu Médici ordenou a construção do Batalhão de Infantaria de Selva, em Marabá, cidade no sul do Pará.

Agência Estado |

O encontro do conselho, órgão que assessorava o presidente, ocorreu no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 1972, oito meses depois do início oficial dos combates. O enfrentamento entre as Forças Armadas e os comunistas resultou na morte de 58 guerrilheiros. Os números de militares e camponeses mortos ainda são imprecisos.

A propaganda comunista pós-guerrilha divulgava que os militares tinham construído o batalhão de Marabá por causa da resistência e grandiosidade da guerrilha. É uma versão pelo menos incompleta. As primeiras operações na região começaram em 1970. A ata histórica reforça a versão de que os militares estavam atrás da guerrilha desde a queda do comunista Carlos Marighella (1911-1969), líder da Aliança Nacional Libertadora (ALN), morto em uma emboscada em São Paulo. “Um documento que estava com o Marighella fazia referência a uma grande área de guerrilha”, relatou ao Estado o tenente-coronel da reserva Lício Augusto Maciel, pioneiro na busca de guerrilheiros. Foi ele quem encontrou os primeiros indícios da guerrilha ao tomar o rumo da estrada Belém-Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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