Membros do Ministério Público Federal que investigam supostas fraudes do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS) afirmaram, em nota, que foram injustamente http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/08/07/yeda+acusa+irresponsabilidade+do+mp+e+reclama+de+campanha+antecipada+7738931.html target=_topcriticados pelo Governo do Rio Grande do Sul e por depoimentos da governadora Yeda Crusius. Eles afirmam que não há rigorosamente nenhum caráter eleitoral na ação e que as investigações foram conduzidas com absoluta discrição e respeito aos envolvidos nos fatos.


A crítica da governadora, feita em entrevista à rádio Gaúcha, deveu-se ao fato de que os procuradores não apresentaram provas das denúncias nem detalharam a participação de cada acusado na fraude, sob alegação de segredo de Justiça. " Não sei do que sou acusada " , afirmou a governadora.

Ela disse ainda que, "se for legal" , ela própria divulgará o teor das acusações assim que seu advogado tiver acesso ao processo.

Como a ação por improbidade administrativa ajuizada pela força-tarefa contém numerosos elementos protegidos pelo sigilo, o MPF/RS afirma que requereu à Justiça Federal o levantamento do segredo de justiça, a fim de permitir divulgação mais detalhada dos fatos que a motivaram.

Ação contra Yeda

O Ministério Público Federal anunciou nesta quarta-feira uma ação de improbidade administrativa contra Yeda Crusius , o tesoureiro da campanha do PSDB ao governo do Estado em 2006, Rubens Bordini, e outros agentes públicos, entre eles, o deputado federal José Otávio Germano (PP), os deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP).

A ação vai propor o afastamento temporário dos agentes públicos enquanto durar o processo e a perda dos cargos no julgamento. Também pedirá o bloqueio de bens ou valores que os acusados tenham auferido ilicitamente e seu ressarcimento aos cofres públicos.

Os promotores que compõem a força-tarefa que investiga desdobramentos da fraude que apurou desvios de R$ 44 milhões do Detran no final de 2007 não detalharam as acusações que farão contra a governadora e as outras pessoas relacionadas na ação alegando que há impedimentos legais para isso.

CPI

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Ivar Pavan (PT), recebeu nesta quinta-feira o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar indícios de atos de corrupção no governo do Estado. Os opositores de Yeda obtiveram 39 assinaturas para o documento.

O deputado petista disse que o Poder Legislativo vai disponibilizar à sociedade as denúncias feitas na quarta pelo Ministério Público Federal (MPF). Além disso, anunciou que a Assembleia pedirá os documentos do processo à juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, onde foi ajuizada a ação civil de improbidade administrativa contra a governadora Yeda Crusius e outras oito pessoas.

Pavan explicou que o pedido de CPI será protocolado na assessoria jurídica da AL para avaliação regimental e, depois, as bancadas terão cinco dias para indicar os seus representantes. Feito isso, em três dias a CPI deverá ser instalada. Serão 120 dias de trabalho prorrogáveis por mais 60 que deverão esclarecer a sociedade sobre as denúncias.

Assista ao vídeo sobre o caso:

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