Associação denuncia agressões a médicos peritos em SP

SÃO PAULO - A Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) denunciou nesta quarta-feira três casos de agressão contra médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em menos de 24 horas ocorreram três casos graves de agressão em São Paulo, sendo dois deles com facas. Um no posto Glicério, na região central, e outro na Lapa, zona oeste da cidade. Os ataques foram registrados na Polícia Federal.

Redação |

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Segundo a ANMP, a primeira agressão ocorreu na terça-feira, quando uma médica perita foi atacada por uma segurada, o que resultou em ferimentos no rosto e no pescoço. A agressora estava afastada desde 2000 e há cinco meses teve o pedido de prorrogação do benefício negado.

Após várias tentativas de rever esta decisão, uma nova perícia foi marcada para terça-feira. De acordo com a associação, a segurada entrou na sala exaltada e como medida de precaução a perita chamou um colega para acompanhar o exame. Ao ver o segundo perito se retirar da sala, a agressora cercou a médica responsável pela sua avaliação em um canto da sala e a atacou.

Novos ataques ocorreram nesta quarta-feira. A ANMP informou que outra médica foi ameaçada por um segurado armado com uma faca. Desta vez, os seguranças foram acionados em tempo e a perita não foi agredida.

Também nesta quarta pela manhã, segundo a associação, mais um ataque ocorreu após o médico ter negado o pedido de auxílio-doença de um segurado. De acordo com a ANMP, o médico viu o beneficiário sacar uma faca e apontá-la para o perito, na sala de exames. Após a ameaça, a arma do segurado foi confiscada pelos seguranças da agência, que retiraram o homem do local.

Segurança para os médicos

Em nota, a associação afirma que os casos de agressão contra peritos em todo o País têm se agravado nos últimos meses. Desde o começo do ano, 73 agressões foram reportadas à associação.

O presidente da ANMP, Luiz Carlos de Teive, declarou que as portas detectoras de metais não funcionam, ou quando funcionam os agentes não foram treinados para usá-las". Teive informa ainda que a maioria dos consultórios do Brasil não possuem botões de pânico ou portas de emergência.

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