Assaltos a banco com morte crescem 81% no País, aponta pesquisa

Levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro mostra que só no 1º semestre houve 20 mortes

iG São Paulo |

Vinte pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos no primeiro semestre deste ano em todo País, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), divulgada nesta terça-feira. A maior incidência foi o crime de "saidinha de banco", que fez 11 vítimas.

O número corresponde a um crescimento de 81% das ocorrências em relação a 2010, quando foram contabilizadas 11 mortes no mesmo período. Em todo ano passado, 23 pessoas morrreram.

"Uma média de mais de três mortes por mês é assustador e preocupante", avalia o diretor da Contraf e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. Para ele, "a estatística comprova o descaso e a escassez de investimentos dos bancos em medidas e equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros, bem como revela a precariedade da segurança pública diante da falta de mais policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência para evitar ações criminosas".

O levantamento mostra que nove clientes morreram em função da violência nos bancos, o maior número entre as vítimas. Também foram mortos seis policiais, um bancário, um vigilante e três outras pessoas.

A maioria das mortes aconteceu no Estado de São Paulo, com 12 casos. Os demais crimes ocorreram no Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (1), Santa Catarina (1), Bahia (1), Minas Gerais (1), Pará (1) e Piauí (1).

A Contraf defende medidas preventivas que visem enfrentar a "saidinha de banco". "Esse crime começa dentro dos bancos e, para evitá-lo, é preciso dificultar a visualização de olheiros das operações dos clientes nas agências e postos, por meio da instalação de divisórias individualizadas nos caixas, inclusive eletrônicos, e biombos entre a fila de espera e os caixas", diz Wiederkehr.

"É fundamental a colocação de portas de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real nos espaços de circulação de clientes, nas calçadas e áreas de estacionamento, e vidros blindados nas fachadas.", completa.

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