Segundo a PM, o grupo teria chegado fortemente armado. Eles quebraram os vidros, explodiram aixas eletrônicos e atearam fogo

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Apesar de manter cerco com cerca de 80 homens, a Polícia Militar (PM) de Mato Grosso ainda não conseguiu prender nenhum dos integrantes do grupo que assaltou ontem uma agência do Banco do Brasil em Campo Novo do Parecis. Segundo a PM, após o assalto o grupo teria invadido, na madrugada de hoje, a sede de uma fazenda localizada em Nova Maringá. Além de se alimentarem, eles teriam saqueado o local onde foi encontrado o segundo veículo usado na fuga. Os homens, em torno de dez, estariam escondidos, segundo o coronel Antonio Ribeiro, numa mata próxima à fazenda.

O assalto à agência durou cerca de 40 minutos. Segundo a PM, o grupo, com todos encapuzados, teria chegado fortemente armado. Na ação eles quebraram os vidros, explodiram os caixas eletrônicos, atearam fogo que, apesar de ter sido controlado a seguir, provocou destruição completa do prédio. O fogo danificou o sistema elétrico e de comunicação da agência.

Durante o assalto, eles fizeram funcionários do banco e clientes de escudo humano, e atiraram bastante. O grupo levou em torno de dez como reféns na fuga. Os reféns eram obrigados a transportar os malotes do banco até os carros. Todos foram liberados e já prestaram depoimento à Polícia Civil.

Hoje, a agência do Banco do Brasil não funcionou por falta de condições físicas do prédio. Um funcionário da agência que não quis se identificar disse que "todos ainda estão traumatizados".

A PM trabalha com a hipótese de que o grupo seja o mesmo que assaltou em fevereiro de 2009 e em julho deste ano a agência de Nova Mutum, na mesma região. Bem organizado, o grupo chega fortemente armado, faz reféns e usa os clientes e funcionários como escudos humanos impedindo a ação dos policiais, segundo o coronel.

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