As pessoas têm o direito de expressar suas opiniões, diz Minc sobre Marcha da Maconha

BRASÍLIA ¿ O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou nesta terça-feira que não está preocupado com a aprovação do requerimento na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados que o convoca para prestar esclarecimentos sobre sua participação, no último dia 9, da ¿Marcha da Maconha¿, no Rio de Janeiro.

Carollina Andrade |

O autor do requerimento, deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), afirma que o evento foi organizado por uma entidade clandestina e fazia apologia ao uso da substância.

"Eu acompanho esse assunto há muito tempo, escrevo artigos, legislei sobre isso. A manifestação foi autorizada pela justiça, foi uma manifestação legal. As pessoas têm o direito de expressar suas opiniões. No caso de pessoas públicas eu nem diria que é um direito, é um dever. Eu não estava pedindo pra descumprir nenhuma lei, eu estava questionando a necessidade de modificar a lei. Acho que atual política em relação as drogas é ineficaz, acrescentou Minc após participar de audiência pública no Senado.

De acordo com o ministro, o uso de políticas repressivas no mundo aumenta o poder dos traficantes, o número dos usuários e a capacidade militar de corrupção de traficantes. "Uma política de drogas tem que ser mais baseada em informação e prevenção. Tem que ser tratada como um caso de saúde pública, e não entupir as prisões de usuários, até porque dentro das prisões o que não falta é droga", acrescentou.

Segundo ele, os traficantes são um dos principais beneficiados com a atual política de drogas. "Essa atual política integra a venda da maconha como um  privilégio do traficante. Enquanto o álcool e o cigarro que fazem mal, você compra com controle no mercado, a maconha que também faz mal você compra na mão de um traficante", completou.

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