Artistas fazem vigília no Congresso para votação do projeto de meia-entrada

BRASÍLIA ¿ Uma tropa de artistas capitaneada por Wagner Moura subiu a rampa do Congresso Nacional e está em vigilância no Senado, na comissão de educação, aguardando a votação do projeto de Lei que estabelece cota de 40% para a meia-entrada em eventos culturais e esportivos. De acordo com eles, caso a matéria seja aprovada, o preço dos ingressos vai cair.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico Além de Moura estão no Senado Odilon Wagner, Beatriz Segall, Gabriela Duarte, Marcelo Médici, o produtor cultural Eduardo Barata e outros artistas. De acordo com Odilon, a classe artística se compromete a baixar o custo dos ingressos em 20% a 30% com a aprovação da Lei.

"Isso é matemático. Com menos ingressos estudantis, o custo fica menos elevado, e podemos baixar de 20% a 30% o preço, ficando melhor para o estudante, que vai pagar meia sobre um ingresso mais barato e para quem paga o preço cheio", disse.

Os artistas, de modo geral, criticaram o que foi taxado como "caos" na emissão de carteirinhas estudantis. Wagner Moura disse que 70% dos ingressos em seus espetáculos são vendidos pela metade do preço. Gabriela Duarte falou em 80%, Com carteiras nem sempre "confiáveis".

"Hoje vivemos um caos, o custo dos espetáculos é uma mentira. Somos a favor da meia-entrada, mas desde que seja regulamentada e com cotas definidas", disse Moura.

O ator Marcelo Médici, concordando com Wagner Moura, emendou que o preço das bilheterias é majorado, e na verdade, o estudante acaba por pagar o preço de uma entrada inteira, e o restante da população paga o dobro do que poderia ser o preço da entrada. "O que está acontecendo hoje é injusto com as pessoas (que não são estudantes)", disse.

Além de estabelecer uma cota de 40% para a meia-entrada estudantil e de idosos em eventos culturais e artísticos, o projeto de Lei que está em votação no Senado determina que a carteira estudantil para o desconto seja emitida por um único órgão oficial do governo e autoriza o Executivo a criar um Conselho para fiscalizar a distribuição dos 40% de ingressos com benefícios.

A matéria não é exatamente o que queria a classe artística, que defende cotas de 30% e ressarcimento dos valores descontados através de recursos públicos. Ou seja, para cada R$ 10 de desconto o governo teria que reembolsar os produtores em R$ 10.

Apesar de não se sentir contemplado na totalidade do projeto, Wagner Moura disse que "qualquer projeto que regulamente a meia-entrada é bem vindo". Caso seja aprovada na comissão de educação, a matéria segue para a Câmara, onde precisa ser novamente votada antes da sanção presidencial.

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