Diversos artistas e políticos devem participar nesta quarta-feira do ato que irá acontecer no centro do Rio de Janeiro contra a emenda Ibsen, que redistribui a receita dos royalties do petróleo e tira R$ 7 bilhões do governo estadual e dos municípios fluminenses. Marcada para as 16h, a passeata terá início na Candelária e irá seguir até a Cinelândia. São esperadas 150 mil pessoas para o ato.

Reprodução

Logo veiculada na internet

De acordo com o governo do Estado do Rio, estão confirmadas para amanhã as presenças de Tony Garrido, Leandro Sapucahy, Fernanda Abreu, MC Sapão, Gustavo Lins, Neguinho da Beija-Flor, Alcione, Rômulo Costa, Sandra de Sá, Nega Gizza, MV Bill e DJ Sany Pitbull. O ato também contará com os grupos Pedro Luís e a Parede, Molejo, Revelação, Bom Gosto, Pixote e Swing e Simpatia, além das baterias da Grande Rio, Salgueiro, Mangueira, Portela e Vila Isabel.

No protesto, irão participar ainda secretarias municipais e estaduais, autoridades de municípios fluminenses e grupos estudantis. Na internet, estão sendo veiculados logos para serem impressas e coladas nas camisas durante a passeata. Por causa do ato, o governo do Estado decretou ponto facultativo a partir das 15h. Vamos mostrar que o Rio não vai aceitar calado. Somos a síntese do Brasil, e o País não pode fazer isso conosco, disse Sérgio Cabral.

No domingo, o governador mandou espalhar faixas com a chamada Contra a covardia, em defesa do Rio por vários pontos da cidade em protesto contra as mudanças na distribuição dos royalties do petróleo. No Cristo Redentor, a faixa mede 25 metros de largura e 37 de altura. Outros cartazes podem ser vistos nos teatros Municipal e João Caetano, na Câmara dos Vereadores e no estádio do Maracanã.

AE/Wilson Junior

Faixa de protesto contra revisão dos royalties no Cristo Redentor

Barulho

A estratégia da passeata desta quarta-feira é fazer barulho e pressionar o Senado para derrubar a emenda Ibsen, aprovada na Câmara. Caso passe no Senado, segundo Cabral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assumiu o compromisso de que vai vetar o projeto. Se a estratégia não der certo, avisou o governador, o Estado deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Cabral e seus aliados argumentam que a emenda aprovada na Câmara é inconstitucional.

Com a emenda, o município de Campos dos Goytacazes pode perder R$ 800 milhões de royalties do petróleo, ficando com cerca de R$ 100 milhões. Em Macaé, a receita deve cair de R$ 400 milhões para R$ 2 milhões. Cabo Frio, de R$ 120 milhões para R$ 2 milhões. Abalada no início do ano pelas chuvas que atingiram a cidade, Angra dos Reis pode ver a receita minguar de R$ 90 milhões para R$ 3 milhões.

*com reportagem de Rodrigo de Almeida

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