Artistas comemoram Oscar nas festas mais badaladas de Hollywood

Fernando Mexía. Los Angeles (EUA.), 23 fev (EFE).

EFE |

- Hollywood despertou hoje sob os reflexos das festas realizadas após a entrega dos prêmios da 81ª edição do Oscar e com uma certa decepção por parte da crítica com uma cerimônia que, apesar de sua mensagem de mudança, não conseguiu convencer.

As estatuetas conquistadas na madrugada desta segunda-feira por "Quem quer ser um milionário?" como melhor filme, Danny Boyle como diretor e Sean Penn, Kate Winslet, Heath Ledger e Penélope Cruz nas categorias de interpretação foram a crônica de vitórias anunciadas.

Os prêmios tiraram um pouco da sensação de imprevisibilidade que a Academia de Arte e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos tentou imprimir no evento.

Um resultado que, para a crítica, fez com que a cerimônia fosse perdendo interesse gradativamente, apesar dos esforços do ator australiano Hugh Jackman, apresentador do evento.

Os comentaristas criticaram bastante Jackman e a nova organização do teatro Kodak, com distribuição de poltronas mais próximas ao palco, 100 mil cristais Swarovski e decoração que mudava para dar lugar aos prêmios.

"Jackman nunca irradiou calor e esteve apagado durante grande parte do programa", disse um analista do jornal "Los Angeles Times".

A imprensa considerou insuficientes os esforços do australiano para entreter com suas apresentações de dança e música, as quais qualificaram como mais próprias dos musicais da Broadway que de um espetáculo de Hollywood.

No entanto, uma pesquisa realizada pelo "Los Angeles Times" entre seus leitores na internet mostrou que eles gostaram da apresentação com a qual Jackman deu início à cerimônia, que ficou em segundo lugar nas votações.

A primeira mudança mais destacada pelos usuários foi o novo formato para a apresentação do Oscar de melhores atuações.

A novidade, porém, dividiu a crítica, já que, para alguns analistas, foi muito pomposo o ritual de entrega de prêmios aos atores, pelas mãos de cinco vencedores anteriores de estatuetas nas categorias de interpretação.

Público e imprensa, entretanto, coincidiram em elogiar o humor imprimido à cerimônia pelos comediantes Tina Fey e Steve Martin.

Os dados preliminares fornecidos hoje pela Nielsen Media Research indicam que o evento registrou um aumento de 6% na audiência frente a 2008, quando o número de espectadores caiu até os 32 milhões nos Estados Unidos, o pior número na história do programa.

Ao fim da cerimônia, grande parte dos vencedores, e também dos perdedores, foram a um salão de festas do hotel Renaissance, ao lado do teatro Kodak.

Um aquecimento que serviu para as três principais festas da noite do Oscar em Hollywood, a organizada pela revista "Vanity Fair", a beneficente do músico Elton John e a do artista Prince.

Na comemoração da "Vanity Fair" esteve a maioria dos ganhadores celebrando com seus concorrentes nas categorias: Kate Winslet com Meryl Streep, Sean Penn e Mickey Rourke, Penélope Cruz e Amy Adams, a equipe de "Quem quer ser um milionário?", Jennifer Aniston, Madonna, Joe Pesci e Robert De Niro, entre outros.

Com a entrada custando US$ 3.500, menos estrelas estiveram presentes na festa de Elton John, mas não faltou companhia ao cantor britânico, como Sharon Stone, Victoria Beckham ou Kiefer Sutherland.

O after do Oscar ocorreu no clube Avalon de Hollywood, onde Prince foi o encarregado de entreter famosos e o público em geral, disposto a pagar US$ 100 pela entrada.

Os artistas que mais festejaram foram Alicia Keys, Queen Latifah, Taraji P. Henson e Penélope Cruz, entre outros. EFE fmx/db

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