O artista plástico Ronaldo Aureliano, de 57 anos, morreu na quarta-feira após salvar dois jovens do afogamento e tentar salvar um terceiro, o estudante Antonio Carlos Nunes Guimarães, de 15 anos.

Os corpos de Aureliano, que era secretário-adjunto de Cultura da Prefeitura de Viçosa, a 82 quilômetros de Maceió, e do adolescente foram encontrados nesta quinta-feira por bombeiros. Segundo os bombeiros, os corpos foram encontrados boiando no Rio Paraíba, próximo à cachoeira.

Aureliano acompanhava um grupo de 30 alunos da Escola Municipal Zumbi dos Palmares, onde Antônio Carlos estudava em Maceió. De acordo com familiares do artista plástico, Aureliano foi convidado para acompanhar a excursão dos estudantes, que foram até o município de Viçosa para uma aula de campo, por conhecer a cachoeira.

Segundo a professora responsável pelo grupo de alunos, quando chegou ao local, Aureliano pediu aos estudantes que não entrassem na cachoeira, pois era muito perigoso nadar ali. Mesmo assim, afirma a professora, três jovens desobedeceram a recomendação e pularam na água. "Como não sabiam nadar direito, começaram a se afogar. Foi então que o artista plástico pulou na água para salvar os garotos, conseguindo resgatar dois", disse.

No entanto, ao tentar salvar Antonio Carlos, Aureliano não conseguiu vencer a força da correnteza e acabou se afogando com o jovem. O artista plástico deixou esposa e três filhos. O pai do estudante, Luiz Gonzaga, de 44 anos, esteve em Viçosa para acompanhar as buscas e disse que seu filho não sabia nadar. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Maceió (IML). O prefeito de Viçosa, Péricles Brandão (PSDB), decretou luto oficial de três dias pela morte de Aureliano, que fazia parte da sua equipe.

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