Arruda se diz vítima de campanha insidiosa

SÃO PAULO - Ao solicitar à Câmara Legislativa licença do cargo de governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido) disse ser vítima de uma campanha insidiosa que culminou na sua prisão. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou hoje a prisão preventiva de Arruda, apontado pela Polícia Federal como o chefe de um esquema de corrupção que consistia no pagamento de propina para parlamentares distritais, conhecido como mensalão do DEM.

Valor Online |

Arruda disse que já tinha entrado em contato com o seu advogado ontem porque queria prestar depoimento no STJ para por fim "a esta série de armadilhas" elaboradas para destruí-lo política e pessoalmente, além de impedir sua participação nas eleições de 2010.

"Diante da gravidade dos fatos, peço licença do cargo de governador do Distrito Federal pelo tempo que perdurar esta medida coercitiva, para não transferir a Brasília e à sua população a agressão que fazem contra mim e ao cargo que legitimamente exerço, eleito que fui pelo voto popular", disse o governador.

A campanha de difamação, segundo ele, foi conduzida por uma quadrilha que se aproveitava do dinheiro público e foi desarmada durante sua gestão a frente do DF.

"Agora, volta-se contra mim para confundir a opinião pública e tramar minha saída do Executivo". Arruda ainda prometeu acatar e enfrentar a decisão do STJ.

(Fernando Taquari | Valor)

    Leia tudo sobre: arruda

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG