A Polícia Federal prendeu hoje o servidor público Antônio Bento da Silva, membro do Conselho Fiscal do Metrô de Brasília, no momento em que ele entregava R$ 200 mil ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, supostamente como suborno para obstruir as investigações que apontam o governador José Roberto Arruda (sem partido) como chefe do esquema de corrupção, desmantelado pela operação Caixa de Pandora. Sombra foi o responsável por encorajar Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, a contar como funcionava o esquema, batizado de mensalão do DEM.

O dinheiro foi apreendido no momento em que era entregue. Se ficar comprovado que a tentativa de suborno partiu de Arruda, o governador poderá até ser alvo de pedido de prisão por obstrução da Justiça.

Segundo relato do jornalista, há algum tempo ele vinha sofrendo assédio de Bento e resolveu relatar o caso à PF, que montou uma operação para flagrar a entrega do dinheiro. O conhecimento do local e hora possibilitou o registro em vídeo da apreensão do dinheiro.

Por meio da assessoria, o governador informou que considerava a denúncia "uma farsa grotesca" e anunciou que hoje mesmo mandou demitir Bento do Conselho do Metrô, cargo para o qual teria sido indicado por Durval. "É só ligarem os fatos: Sombra é amigo de Durval e chefe de Bento, que agora aparece com essa história fantasiosa", observou.

O servidor está preso na Superintendência da PF, onde ficará à disposição da Justiça, mas poderá ser solto a qualquer instante por habeas-corpus. Ele foi indiciado no artigo 343 do Código Penal pelo crime de oferecer vantagem à testemunha, que prevê pena de três a quatro anos de reclusão, mais multa.

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