Preso desde 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda deverá ser solto em abril. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou hoje que deverá pedir a libertação de Arruda após a Polícia Federal ouvir todos os suspeitos e testemunhas do esquema de irregularidades no governo do Distrito Federal.

Os interrogatórios deverão ocorrer nos próximos dez dias.

Numa petição encaminhada nesta semana ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gurgel pediu agilidade nas investigações e requereu o interrogatório de Arruda, do ex-vice-governador Paulo Octávio, do delator do esquema, Durval Barbosa, e de outros suspeitos de envolvimento, como o ex-secretário de Comunicação Weligton Moraes.

"Assim que sejam concluídas as oitivas, o Ministério Público não se oporá que ele seja posto em liberdade', disse. "O Ministério Público não tem interesse nenhum em mantê-lo preso. Se ele não tivesse feito a imensa tolice de corromper uma testemunha, jamais teríamos pedido a prisão dele", concluiu.

Arruda foi preso em fevereiro depois de ser revelada uma suposta tentativa de tentar subornar uma testemunha que deporia sobre o esquema de irregularidades. Na petição encaminhada nesta semana ao STJ, Gurgel defendeu a manutenção de Arruda na prisão durante as apurações para evitar que ele tente atrapalhar as investigações.

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