Arruda cancela participação em início de obra bilionária

O governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, cancelou neste sábado o evento do início das obras do Metrô Leve ¿ VLT Brasília. A obra, que custará R$ 1,5 bilhão, ligará o centro da capital ao Aeroporto. O VLT é considerado um dos principais investimentos de Arruda para as próximas eleições e ele chegou a ir à França e aos Estados Unidos negociar recursos para a construção.

Erika Klingl, iG Brasília |

A Secretaria de Transporte do DF havia divulgado durante a semana que haveria um evento de lançamento da obra com participação da cúpula do governo. Um dia após estourar denúncia de envolvimento do governador em pagamento de propina para a base aliada, a assessoria de imprensa de Arruda negou que houvesse tal cerimônia.

No dia 7 de setembro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, esteve em Brasília para marcar o local das obras do VLT no Setor Comercial Sul (SCS), em frente ao Shopping Pátio Brasil. Sarkozy se comprometeu em financiar o valor de 140 milhões de euros aproximadamente R$ 370 milhões.

Além do financiamento do governo francês, o Executivo local possui atualmente R$ 24 milhões de verba do próprio orçamento e R$ 27 milhões de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, Fraga negocia com o Banco do Brasil crédito para a compra dos vagões e do sistema de trilhos para o VLT.

Silêncio

Já se passaram mais de 30 horas desde que a Polícia Federal e o Ministério Público iniciaram a operação Caixa de Pandora, mas o governador José Roberto Arruda ainda não se manifestou. A assessoria de imprensa do GDF afirma que não sabe onde ele está e nem quando irá falar.

De acordo com uma das assessoras, é improvável que Arruda fale hoje mas, quando falar, será numa declaração pública e coletiva. Sem se pronunciar em defesa própria, o governador afastou ontem a cúpula de seu governo, envolvida em denúncias de corrupção, e exonerou o secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, autor da gravação do suposto esquema de propina.

Foram afastados de suas funções o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, o chefe da Comunicação, Omézio Pontes, e o secretário de Educação, José Luiz Valente.

Segundo inquérito da Polícia Federal, o governador do DF também está sendo investigado por repasse de R$ 400 mil a aliados. De acordo com a assessoria de imprensa do GDF, não há previsão para que o governador se pronuncie sobre o assunto.

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