Arrozeiros podem sair de reserva de Rondônia em 48h

A operação de retirada de não-índios da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, pode ocorrer no prazo de 48 horas. Segundo o governador Anchieta Júnior (PSDB), o tempo foi determinado pelos delegados da Polícia Federal (PF) que comandam a ação, em reunião realizada ontem, no Palácio Hélio Campos, sede do governo roraimense.

Agência Estado |

O delegado Fernando Segóvia, que coordena a intervenção, não negou nem confirmou o prazo. Segóvia disse apenas que negociará o tempo que for preciso para que a retirada seja pacífica. "Mas a operação é inevitável. Somente uma ordem judicial poderá suspendê-la", afirmou.

O encontro ocorreu a pedido de Anchieta Júnior, que tenta uma saída pacífica para o conflito. Hoje, ele chamou ao palácio os arrozeiros que estão no local e ofereceu, sem sucesso, a logística necessária para retirá-los antes da entrada dos agentes federais na terra indígena. "Estou sentindo que vai morrer muita gente", disse o produtor Luiz Affonso Faccio, um dos primeiros a ocupar a área para o plantio de arroz, ao sair da reunião. Hoje, desembarcaram em Boa Vista mais 45 homens da Força de Segurança Nacional (FNS) para completar o efetivo de 500 policiais destacados para a ação.

A PF também reforçou a segurança no posto que mantém em Pacaraima (RO), na fronteira com a Venezuela, depois que houve ontem uma tentativa de atentado. O indígena David Amaro da Conceição foi preso e indiciado pelos crimes de incitação à ordem pública, dano ao patrimônio público, sabotagem, exposição ao perigo da vida de outrem e ameaça.

Conceição é acusado de ter arremessado dois coquetéis molotov contra os prédios da Receita Federal e da PF e de tentar detonar um carro-bomba em Pacaraima. O delegado da PF avisou: "Vou prender toda a quadrilha responsável pelos crimes cometidos na Raposa Serra do Sol, inclusive os indígenas que estiverem envolvidos."

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