O Município de São Paulo registrou um recorde na arrecadação com multas de trânsito em 2009. Entre janeiro e dezembro, foram R$ 473,3 milhões.

O valor é maior do que o orçamento de 5,5 mil cidades do País, entre elas cinco capitais. Só 62 municípios têm em caixa quantia maior do que a arrecadada com multas de trânsito em São Paulo. Com esse recurso, seria possível instalar 2 mil semáforos inteligentes e construir 40 terminais de ônibus.

A quantia é a maior da história e 22% superior à que entrou no caixa da Prefeitura em 2008: R$ 386 milhões. A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) atribui o aumento à ampliação do número de equipamentos de fiscalização eletrônica. Em 2009, a cidade ganhou 105 aparelhos. No total, há atualmente cerca de 500 radares.

Segundo balanço do primeiro semestre de 2009, 3,1 milhões de infrações foram flagradas por radares (56%), por agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) (36%) e por policiais militares (11%). A quantia representa crescimento de 36,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A infração campeã continua sendo o desrespeito ao rodízio, seguido de excesso de velocidade. Segundo a SMT, os números do segundo semestre ainda não foram fechados.

Membros da Junta Administrativa de Recursos de Infração (Jari) dizem que o incremento na arrecadação e no número de autuações é resultado também da entrada em vigor de mais duas restrições na cidade. Em 2008, a Prefeitura proibiu a circulação de caminhões numa área de 150 km². E, em julho de 2009, foi a vez de ônibus fretado enfrentar restrição, sem poder circular em vias como Paulista e Faria Lima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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