Arquitetura e comportamento em Casas de São Paulo Por Beto Abolafio São Paulo, 28 (AE) - Há ideias que levam tempo para se concretizar. Um exemplo é o livro Casas de São Paulo (240 páginas), recém-lançado pela editora Metalivros.

"Foi um trabalho feito a seis mãos", conta o editor Ricardo Graça Couto, que concebeu o projeto com os autores: a jornalista Maria Ignez Barbosa e o fotógrafo Tuca Reinés, especializado em arquitetura e decoração.

Fazia 20 anos que Couto tinha em mente reunir projetos registrados de maneira bem autoral pelo fotógrafo. Há uns dois, conheceu Maria Ignez, convidada a fazer a curadoria e a escrever, com sua verve peculiar, a respeito das residências e de seus proprietários.

Os textos não se restringem à descrição, mas abordam também aspectos comportamentais. Depois de cerca de um ano para ficar pronto, o resultado final é um recorte interessante de como personagens mais ou menos midiáticos vivem em 46 boas propriedades na cidade, na praia e no campo. O prefácio é assinado pela jornalista e designer Clarissa Schneider.

FAMOSOS E ANÔNIMOS
Retratadas em 246 imagens, estão ali casas de gente formadora de opinião e conhecida, como a jornalista Gloria Kalil e o restaurateur Charlô Whately; arquitetos e decoradores, caso de Sig Bergamin e William Maluf; até de pessoas que preferiram se manter no anonimato, ainda que tenham sido entrevistadas por Maria Ignez. "O artista plástico cuja casa virou capa do livro é um deles", conta ela, para quem a obra tem o mérito de mostrar a criatividade e a liberdade com que se pode morar no mais importante Estado do País. "É um nível que se iguala ao de Nova York."

O ponto de partida da obra foi o arquivo particular de Tuca - que, coincidentemente, completa 30 anos de carreira em 2009 -, embora perto da metade das fotos seja recém produzida. Para o fotógrafo, o livro exibe ecletismo e tem importância histórica. "Há desde casas recentes até projetos da metade dos anos 80", explica.

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