Arquitetos questionam Serra sobre contratação de suíços

Arquitetos de São Paulo se uniram para pressionar o governador José Serra (PSDB) e o secretário Estadual de Cultura, João Sayad, a explicar por que escolheram um escritório estrangeiro para construir, sem licitação, o Teatro de Dança e de Ópera, que também será sede da São Paulo Companhia de Dança e do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, no centro. Os autores do projeto serão os arquitetos Pierre de Meuron e Jacques Herzog, que assinam o Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim, e são do escritório suíço Herzog & De Meuron.

Agência Estado |

A obra, que deve custar R$ 300 milhões, está prevista para ser entregue em 2010. Por nota, o governo argumentou que o princípio que guiou a escolha - e a dispensa de concorrência pública - foi o da “notória especialização” do escritório, com base na lei federal 8.663/93.

É nesse ponto que os arquitetos mais se apegam. Eles fazem dois questionamentos: como um escritório estrangeiro tem conhecimento suficiente da cultura brasileira para traduzir essa experiência na arquitetura; por que o Estado afirma que só eles têm “notória especialização”, se nenhum outro arquiteto brasileiro foi consultado?

Ontem, o Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) disparou nota para a imprensa dizendo que a decisão de Serra trata-se de “xenofobia às avessas e ilegalidade”. Isso porque, além dos suíços, participaram de uma consulta informal outros dois escritórios estrangeiros. “Há muitos escritórios brasileiros que têm, sim, notória especialização em projetos de complexos culturais e, especialmente, na cultura brasileira”, disse o diretor de Urbanismo do Sinaenco, Cesar Bergstrom. As informações são do Jornal da Tarde .

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