Arquitetos e urbanistas convenceram a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades a retirar a cartilha do programa Minha Casa, Minha Vida de seus respectivos sites. A proposta foi da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur), que considerou as especificações das habitações populares contidas na cartilha de baixa qualidade arquitetônica e baixo desempenho.

" O documento foi encaminhado em 27 de maio aos órgãos do governo. As informações foram retiradas do site da Caixa na última terça-feira (dia 23) e do site do Ministério das Cidades um dia depois, na quarta-feira (dia 24).

Entre as críticas encaminhadas pela Anpur estão a altura do banheiro e da cozinha, de 2,2 metros, e a área mínima para as residências, de 35 metros quadrados. O secretário executivo da entidade, Elson Manoel Pereira, acrescenta que a largura das calçadas para as residências, de 50 centímetros, também é inadequada porque impede o acesso de cadeira de rodas. Segundo a Caixa, em alguns municípios os projetos apresentados ao programa reproduziram literalmente as plantas baixas presentes na cartilha, com exemplos de projetos de uma residência e um apartamento de dois quartos. A cópia preocupa o presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA). "Se um mesmo projeto é copiado, então os arquitetos não teriam trabalho."

Representantes da FNA vão se reunir na quinta-feira da semana que vem (dia 2 de julho) com a Caixa para discutir novas propostas mínimas para o programa. O presidente da entidade diz que já abriu uma discussão com os mais de 5 mil arquitetos filiados à federação. Ele propõe especificações mais flexíveis. "Os itens que devem ser pensados regionalmente têm de usar determinados materiais que respeitem essa realidade, porque o Brasil é muito grande." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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