Arquiteto do Guggenheim de Bilbao monta pavilhão provisório em Londres

LONDRES, por Violeta Molina ¿ O arquiteto americano Frank Gehry, famoso pelo projeto do Museu Guggenheim de Bilbao, fez sua estréia na Inglaterra com uma estrutura colada à Serpentine Gallery, localizada em Londres. A obra, porém, nasceu com seus dias contados, e como só ficará montada por três meses, aqueles que pensavam que o famoso arquiteto iria deixar sua marca na capital inglesa terão que se apressar para conhecer sua mais nova criação.

EFE |

A estréia de Gehry na Inglaterra acontece dentro de uma iniciativa da Serpentine Gallery, que, a cada ano, durante o verão, convida um profissional renomado para projetar e construir um pavilhão anexo ao seu prédio.

A estrutura, apresentada no domingo à imprensa, tem a "assinatura" geométrica de Gehry - Prêmio Pritzker de 1989 -, que, desta vez, utilizou vigas de madeira, vidro e aço para que os visitantes do parque Kensington Gardens pudessem descansar ou se refugiar do instável clima londrino.

Mas, além disso, o pavilhão foi concebido como um anfiteatro, que abrigará debates, projeções de filmes, shows e uma série de eventos noturnos.

O pavilhão, de 526 metros quadrados e com forma retangular, foi erguido sobre quatro grandes vigas de madeira, e sua única cobertura é composta lâminas de aço e vidro dispostas na forma de toldos, que protegem do vento e da chuva, mas deixam passar o tímido sol da capital britânica.

A julgar pelas impressões do dia em que foi apresentado, em que havia pessoas lendo, refletindo e dormindo nas arquibancadas, desfrutando de um dia ensolarado, a função do pavilhão de servir de refúgio parece ter se cumprido.

Apesar de temporário e de ser a primeira obra de Gehry na Inglaterra, o projeto é especial porque foi elabora em menos de três meses. Além disso, se trata da primeira colaboração entre o arquiteto e seu filho, Samuel.

O pavilhão parece o espaço perfeito para um desfile de moda: não tem paredes, possui apenas duas fileiras de arquibancadas ao redor de um corredor de pedra e dispõe de dois mirantes de vidro, além de um pequeno recinto que serve de cafeteria.

O teto, que é o que mais impressiona na obra, é laminado e irregular, o que o faz formar ângulos impressionantes.

Em um comunicado, o arquiteto disse que se inspirou nas catapultas de madeira desenhadas por Leonardo da Vinci e nas paredes listradas das casinhas de praia para criar a estrutura, que ficará de pé até 19 de outubro.

A obra serve de entrada para a Serpentine Gallery e serve de ligação entre um vistoso jardim e a casinha construída em 1934 como casa de chá e que, atualmente, funciona como uma galeria de arte.

A iniciativa da Serpentine de convidar um arquiteto renomado para construir um pavilhão temporário colado ao seu prédio surgiu há nove anos.

Porém, só são convidados para a empreitada profissionais que nunca antes trabalharam em solo inglês.

Desde 2000, arquitetos do calibre de Oscar Niemeyer, Zaha Hadid, Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen, autores da edição de 2007, participaram do projeto, que é financiado com doações de companhias e pessoas físicas.

O objetivo da Serpentine sempre foi o de fazer a população ficar familiarizada com a obra de importantes arquitetos, algo que certamente ocorrerá, uma vez que a galeria fica no parque Kensington Gardens, um dos lugares mais visitados de Londres.

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