Jerusalém, 3 set (EFE).- Arqueólogos israelenses descobriram no Monte Sião vestígios da face sul da muralha que cercava Jerusalém no século I a.

C., o que ajuda a entender um pouco mais da cidade pela qual caminharam personagens históricos como Jesus Cristo e Herodes.

Após um ano e meio de escavações, a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, em inglês) apresentou hoje em entrevista coletiva os resultados de um projeto que revelou partes da muralha que cercava a Cidade Santa durante a época do Segundo Templo (518 a.C. a 70 d.C.).

O diretor da escavação, Yehiel Zelinger, afirmou à Agência Efe que esta descoberta "permite ter uma idéia mais clara do que era Jerusalém naquela época, a de seu maior esplendor".

"Sabíamos que existiam restos da muralha e por onde passavam, mas nunca a tínhamos visto e agora estarão à vista de todos", acrescenta o estudioso, que diz que o muro tinha mais de três metros de altura.

Sobre esta muralha da época do Segundo Templo apareceu outro muro do período bizantino (324 d.C. a 640 d.C.).

"O fato de haverem duas muralhas de diferentes épocas uma sobre a outra nos faz pensar que seguem uma linha topográfica para proteger o centro da cidade", declarou Zelinger, para quem esta informação "oferece esperanças de que também serão encontrados vestígios da muralha na época do Primeiro Templo (o de Salomão, destruído em 587 a.C.)".

Os restos da parte sul da muralha da Cidade Santa já foram escavados há cerca de 120 anos pelo arqueólogo britânico Frederick Jones Bliss, que encontrou os muros através de túneis, que, com o passar do tempo, voltaram a encher de terra.

Através de um estudo de referências cruzadas entre os mapas da escavação britânica e as plantas atuais da cidade, os arqueólogos da IAA determinaram onde estavam os túneis e voltaram a escavar a região, na qual encontraram vestígios da primeira escavação, como um sapato e pedaços de garrafas de cerveja e vinho de mais de um século. EFE aca/fal

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