Armas de policiais militares suspeitos por chacina no Rio vão passar por perícia

RIO DE JANEIRO ¿ Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) vão analisar as armas dos dois policiais militares suspeitos de terem assassinado quatro pessoas no último sábado na Ilha de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado titular da 43ª DP (Guaratiba), Renato Vieira, o laudo da perícia deve ficar pronto em aproximadamente sete dias.

Redação |

Segundo Vieira, o ICCE vai avaliar se as balas encontradas nos corpos das vítimas são compatíveis com as armas dos PMs. Entre os agentes supostamente envolvidos na chacina está um ex-segurança da família do governador Sérgio Cabral .

Os policiais estão presos no Batalhão Especial Prisional, em Benfica, na zona norte do Rio. Se forem considerados culpados pelos assassinatos, os PMs poderão pegar até 30 anos de prisão.

O corpo de Michel Barbos, de 19 anos, uma das vítimas da chacina, foi enterrado na manhã desta segunda-feira no cemitério de Santa Cruz, na zona oeste. No domingo, foram sepultados no mesmo cemitério os corpos de Raísa Marinho dos Santos e Luana Nascimento Ramos.

O corpo do adolescente Flávio Augusto Almeida Silva, de 15, foi enterrado no cemitério de Irajá, na zona norte, também no domingo.

Chacina

Quatro pessoas foram mortas ¿ dois homens e duas mulheres ¿ na tarde do último sábado na Ilha de Guaratiba. De acordo com a polícia, as vítimas foram assassinadas com tiros na cabeça disparados a curta distância. Com as vítimas foram encontrados dinheiro e fichas de cobrança de TV a cabo clandestina.

Segundo a PM, uma quinta pessoa foi ferida durante a chacina, mas sobreviveu, depois de correr para um terreno baldio na região, se jogar no chão e fingir-se de morta. Ela foi levada para o Hospital Estadual Rocha Faria e liberada. Moradores da região que viram o crime alertaram uma patrulha da própria PM, que flagrou os policiais saindo de um terreno e os prendeu.

Um dos policiais presos foi identificado como um segurança da família do governador do Rio, Sérgio Cabral. Os agentes foram presos e irão responder a inquérito administrativo e a inquérito policial militar. Com eles foram encontradas armas sujas de sangue.

Para a polícia, o crime pode estar ligado a uma disputa entre milícias [grupos paramilitares que exploram comunidades pobres]. As investigações irão mostrar se os dois agentes estavam envolvidos em uma disputa pela exploração de TV a cabo clandestina ou se reagiram à cobrança pelo serviço.

Em nota divulgada à imprensa pelo Palácio Guanabara, Sérgio Cabral anunciou o máximo da punição, que poderá culminar na expulsão do cabo Emerson Meirelles, que fazia a segurança de sua família. Não devemos ter receio nenhum, afirmou. No entender do nosso governo, policial bandido é o que há de pior.

*com informações da Agência Estado

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