Argentina: filhos adotivos de dona do jornal Clarín fizeram teste de DNA

Os filhos adotivos da dona do poderoso grupo de multimídia argentino Clarín foram submetidos nesta terça-feira a testes de DNA para determinar se são descendentes de desaparecidos durante a ditadura militar (1976-1983), informou uma fonte judicial.

AFP |

Os resultados dos exames praticados em Felipe e Marcela Herrera Noble, filhos adotivos de Ernestina Herrera de Noble, proprietária do Clarin, serão conhecidos dentro de 15 a 45 dias.

A associação humanitária das Avós da Praça de Maio acredita que os dois jovens adotados em 1976 pela dona do Clarin nasceram nas prisões do regime militar.

As Avós da Praça de Maio descobriram as identidades de uma centena de filhos de opositores desaparecidos roubados durante a ditadura.

Em 19 de novembro, o Congresso argentino aprovou uma lei que permite à justiça conduzir testes de DNA em pessoas suspeitas de serem filhos de desaparecidos, com ou sem o consentimento delas.

Segundo o advogado da família Noble Herrera, Jorge Anzorreguy, o exame "foi realizado corretamente" no Corpo Médico Forense de Buenos Aires, explicando que responde a uma decisão da Câmara de Cassação, uma das mais altas instâncias judiciais.

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