Argentina chora a morte de Mercedes Sosa

BUENOS AIRES ¿ Argentina chora hoje a morte de Mercedes Sosa, a La Negra, a voz da América Latina, em uma despedida que reúne centenas de fãs no Congresso da Nação, uma honra reservada as mais altas personalidades da política e da cultura do país.

EFE |

Aos 74 anos, a intérprete morreu neste domingo em um hospital do bairro portenho de Palermo em consequência do agravamento de uma afecção hepática que se complicou devido a problemas cardiorrespiratórios.

O corpo será velado durante 24 horas no salão dos Passos Perdidos do Congresso até a realização da cremação, prevista para segunda-feira no cemitério de Chacarita.

Centenas de pessoas aguardam nas imediações do Congresso, a maioria carregando flores, para se despedirem de La Negra.

A presidente argentina, Cristina Fernández ainda não confirmou se irá ao velório.

Nascida em San Miguel de Tucumán, em 9 de julho de 1935, Mercedes Sosa começou muito jovem a carreira artística.

Para ampliar o conhecimento dos jovens sobre o legado da cantora, o Governo da cidade de Buenos Aires realizará debates sobre a importância dela na próxima terça-feira.

O objetivo, disse o ministro portenho de Cultura, Hernán Lombardi, é "refletir sobre a Mercedes artista e cidadã, um exemplo de resistência ao autoritarismo e uma demonstração de como a cultura contribuiu para a construção da democracia argentina".

"Suas canções foram um grito de liberdade, cada uma de suas músicas significavam festejar a liberdade da democracia e construir um país com a maior eqüidade. Sua vida é um exemplo e sua arte é muito comovente", acrescentou o funcionário, um dos primeiros a chegar ao velório no Congresso.

Para o músico Peteco Carabajal, Sosa "é a grande figura do canto popular, a referência mais importante para os autores, alguém que levou ao plano internacional com envergadura cada obra que interpretou, é uma perda irreparável".

O secretário argentino de Cultura, Jorge Coscia, qualificou a artista como "uma das mais transcendentais representantes da cultura argentina no mundo".

"Sua voz é única e será por sempre inesquecível. Dona de um repertório comprometido com a identidade latino-americana e mulher de sensibilidade social, La Negra foi uma das figuras mais importantes da música popular universal", afirmou.

O governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, fez uma homenagem pública de condolências lamentando a morte "da mulher que projetou o folclore como um canto de liberdade e de justiça".

Milhares de mensagens chegaram do mundo todo. A cantora italiana Laura Pausini fez um concerto no sábado à noite em Buenos Aires, declarou-se fã de Sosa, e a homenageou cantando "Gracias a La Vida".

Os Governos do Equador, Chile e Venezuela expressaram admiração à cantora.

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