Argélia retira credenciais de correspondentes da AFP e da Reuters

O ministro argelino da Comunicação, Abderrachid Bukerzaa, decidiu nesta terça-feira retirar as credenciais de dois jornalistas que trabalham para a agência de notícias britânica Reuters e para a Agência France Presse (AFP), anunciou a agência argelina Algerie Presse Service (APS).

AFP |

"O ministro informou que não se trata do fechamento dos escritórios dessas duas agências" na Argélia, segundo a APS.

Na noite desta terça-feira, o diretor do escritório da AFP em Argel - que teve sua credencial suspensa - foi oficialmente informado da decisão, e foi convocado a comparcer ao ministério da Comunicação na manhã de quarta-feira.

"A AFP deplora esta medida, que considera injustificável", escreveu o diretor de Informação da agência, Denis Hiault, pedindo às autoridades argelinas que reconsiderem sua decisão.

Segundo a APS, as autoridades argelinas acusam a AFP de ter "exagerado o balanço do atentado terrorista da qual foi alvo no domingo a estação de Beni Amrane", perto de Lakhdaria (leste de Argel). Um engenheiro francês, Pierre Nowack, e seu motorista argelino morreram no ataque.

A APS afirma que o balanço total é de dois mortos e um ferido, enquanto a AFP publicou, com base em fontes locais, que o incidente havia deixado 13 mortos.

A mesma cifra foi divulgada pelos correspondentes em Argel de outros veículos internacionais e por meios de comunicação argelinos independentes.

De acordo com a agência argelina, a credencial do jornalista da Reuters foi retirada por motivos diferentes - "a divulgação de uma informação falsa que anunciava um atentado terrorista na estação rodoviária de Buira, que teria causado a morte de 20 pessoas".

bur/ap/sd

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