A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, espera que sua taxa de utilização da capacidade na América do Sul se aproxime de 100% até o fim deste ano, na medida em que a produção na região comece a se normalizar. A companhia está reiniciando seus planos de investimentos na região e já retomou projetos de expansão no Brasil.

Em uma apresentação publicada no site da companhia, Gonzalo Urquijo, membro do conselho de diretores da Arcelor, afirma que a indústria de aço da América do Sul "está levemente mais lenta (em relação ao restante da região), mas se recuperando rapidamente". Por isso, a companhia está reiniciando seus planos de investimento na América do Sul. A Arcelor já retomou seu plano de ampliar a capacidade de produção de fio-máquina na unidade brasileira de João Monlevade (MG), de 1,2 milhão de toneladas ao ano para 2,4 milhões de toneladas ao ano.

A companhia também está reavaliando planos para expandir a produção de cortes na unidade de Cariacica (ES), de 600 mil toneladas ao ano para 800 mil toneladas ao ano, e a de barras de aço na unidade de Juiz de Fora (MG), de 1 milhão de toneladas ao ano para 2,2 milhões de toneladas ao ano.

Em encontro de hoje com investidores, realizado simultaneamente em Londres e Nova York, Lakshmi Mittal, executivo-chefe da Arcelor, vai dizer que espera que a demanda por aço cresça a um ritmo de 3% a 5% depois da crise financeira. Já Aditya Mittal, diretor financeiro, dirá que a companhia está preparada para reavaliar oportunidades de fusões e aquisições. A Arcelor também vai anunciar novas metas para certos quocientes de seu balanço financeiro, com a intenção de manter seus ratings (classificações de risco) de crédito em meio às atuais condições do mercado. As informações são da Dow Jones.

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