Ar seco aumenta casos de doenças respiratórias, alertam especialistas

A umidade relativa do ar na capital paulista chegou ontem a 13%, índice registrado às 16 horas na estação de medição de Congonhas, na zona sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foi o registro mais baixo do ano.

Agência Estado |

O clima nessa região ficou mais seco que o do deserto do Saara, na África, onde a umidade média é de 15%. Mesmo a média da cidade ontem, de 25%, está bem abaixo dos 30% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As conseqüências são maior incidência de doenças respiratórias e mais riscos para o meio ambiente, como o aumento das ocorrências de incêndio em áreas verdes.

Segundo Marcos Paulo Reis, supervisor técnico da Confederação Brasileira de Triatlo e proprietário da MPR Consultoria Esportiva, o clima seco atinge, principalmente, as pessoas com menos condicionamento físico. Para esses, seria melhor suspender os exercícios nos dias mais secos ou, pelo menos, diminuir intensidade e duração das atividades. Reis disse que usar a garrafa de água durante a atividade física é recomendável, mas não basta. “É preciso já chegar hidratado. Não dispensar os 3 litros de água por dia. E incluir líquidos no café da manhã, como suco, além de uma fruta.”

A umidade tem estado abaixo dos 30%, situação de alerta, desde segunda-feira - anteontem, chegou a 21%. Segundo os meteorologistas, os ventos chegam do norte, trazendo massa de ar seco. A Climatempo informou que uma frente fria vinda do Sul deve passar pelo litoral, trazendo maior umidade. Chuva, porém, só a partir da próxima quarta-feira, quando outra frente fria, mais intensa, deve chegar a São Paulo.

A meteorologista chefe do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil, Maria Cristina Maciel Lourenço, sugere evitar exercícios entre 10h e 16h, quando a umidade do ar é mais baixa. O período mais seco é entre 12h e 15h. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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